Coberturas
Corpus Christi une tradição, empreendedorismo e turismo na Avenida Afonso Pena
Avenida Afonso Pena – Palácio das Artes, 04/06/2026
Por Lídia Sucasas
Na manhã de quinta-feira, 4 de junho, feriado nacional de Corpus Christi, o Time 360 — projeto de turismo itinerante formado por mulheres empreendedoras que promovem o artesanato e a cultura em diversos destinos — foi mobilizado pela vice-presidente da FEBTUR-MG (Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo de Minas Gerais), após convite de Mônica Silva, gestora da Efkaz Turismo e organizadora do CTCS – Congresso Nacional de Turismo e Cultura Sustentável e membro da FEBTUR- MG.
Em uma iniciativa que uniu tradição, fé e inovação, o grupo participou de uma experiência singular: a confecção dos tradicionais tapetes devocionais de Corpus Christi, fortalecendo a integração histórica entre a Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem e a Igreja São José. Produzidos com serragem, cascas de ovos, pedriscos coloridos, sal, areia e outros materiais, os tapetes tomaram conta da Avenida Afonso Pena, principal via da capital mineira, estabelecendo uma conexão cultural direta com o Circuito Liberdade.
A ação proporcionou uma vivência autêntica de valorização do patrimônio cultural e religioso, aproximando moradores e visitantes de uma das mais importantes tradições da fé cristã. A experiência de rua faz parte do Circuito Liberdade, sob a gestão e coordenação de Lucas Amorim.
Com entusiasmo e comprometimento, Ana Luiza Anacleto, vice-presidente da FEBTUR-MG e proprietária da agência Mundo em Movimento, e Saiô Castro, presidente da rede conexãoMetamorfose, ambas idealizadoras do Time 360, lideraram um grupo de cerca de 20 mulheres na missão de confeccionar três tapetes em frente ao Palácio das Artes, importante complexo cultural e de artes cênicas em Belo Horizonte.
“Além dos materiais tradicionalmente utilizados, incorporamos elementos como o crochê, pão de queijo, pipoca e retalhos, que representam a nossa mineiridade, unindo fé, gastronomia e artesanato”, destacou Ana Luiza Anacleto.
Para a turismóloga Mônica Silva, a ação reforça a importância das manifestações culturais como instrumentos de valorização do patrimônio e fortalecimento do turismo. “A chegada dessa manifestação artística ao Circuito Liberdade resgata a essência das grandes celebrações públicas, trazendo a plasticidade e o sentimento de pertencimento dos tapetes de serragem para o asfalto do centro da cidade, conectando importantes eixos urbanos por meio de uma narrativa de turismo integrado”, afirmou.
O espírito de cooperação e empreendedorismo feminino também marcou a iniciativa, que contou com a participação de Lydia Sucasas, diretora da Sucasas Projetos, colunista da Rádio Inconfidência, relações-públicas, membro da FEBTUR MG e diretora de Turismo da Revista Salto, além de Adriana Borreli, terapeuta de práticas integrativas de saúde. Juntas, elas contribuíram para a produção cultural na avenida, fortalecendo conexões profissionais e valorizando a identidade e o patrimônio de Belo Horizonte.
A dimensão técnica e conceitual do projeto foi acompanhada pelo Padre Daniel Aguirre, painelista do CTCS e especialista em turismo religioso e patrimônio cultural. Sua presença trouxe reflexões importantes sobre o papel das manifestações de fé como vetores de desenvolvimento social, preservação cultural e atratividade turística.
O evento foi um sucesso — ou, como definiram muitos participantes, uma verdadeira bênção — permitindo que moradores e visitantes apreciassem a beleza dessa expressão artística e religiosa ao longo do dia, até o momento da procissão.
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