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“Gente, a Lili sumiu!”

Avenida Amazonas, 315 - centro

Cine Theatro Brasil Vallourec

R$30,00 inteira e R$15,00 meia

14 de novembro - terça-feira, às 21h


O ator Eraldo Fontiny celebra 20 anos de carreira, estreando o espetáculo “Gente, a Lili sumiu!”, montagem que marca também os 15 anos de criação de Lili, sua personagem mais conhecida do público, a menina sapeca e sádica, dona do bordão A minha mãe deixa. O texto é de Caike Luna e, sozinho no palco, sob a direção de Christiano Junqueira, Fontiny se desdobra em vários personagens (Meire Caixeta, Seu Manel, Cynthia e Marcos Paulo), além de Lili, todos criados por ele e que são suspeitos do desaparecimento da menina. A peça estreia no dia 14 de novembro, terça-feira, às 21h, no Cine Theatro Brasil Vallourec.

 

O desejo de Fontiny de montar um espetáculo existe há muitos anos. “Desde que conheci o Christiano Junqueira, há mais de quatro anos, ele me incentiva em montar o meu monólogo. Fiquei os últimos anos muito focado na Lili, porque ela ganhou muito reconhecimento do público, estourou na internet e na televisão, tendo hoje mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Mas eu queria dar também destaque a meus outros personagens, que são tão importantes para mim, assim como ela”, explica o ator.

 

O pontifical artístico e criativo de Eraldo foi o que motivou Christiano Junqueira a assinar a direção da montagem. “Estamos diante de um grande ator. Meu papel aqui é incentivá-lo a mostrar ao público o que ele sabe fazer de melhor que é representar. Costuramos bem essa história de mistério que tem como mote o sumiço repentino da Lili para mostrar toda a versatilidade do ator ao interpretar os personagens, utilizando recursos de áudio e vídeo para a troca de cenas”, adianta Christiano Junqueira, também ator, e que assina sua quarta direção de peça teatral.

 

O enredo

A inspiração para o enredo da peça surgiu a partir de um episódio “Quem matou Barbosa”, da série TV Pirata, de quem o Eraldo Fontiny é fã desde a infância. “Este episódio ficou muito marcado em minha memória. Queria mostrar ao público meus outros personagens e a forma que encontramos foi unir em um mesmo espetáculo todos em torno de uma mesma história, tendo a personagem Lili como o eixo central do enredo. Foi então que convidei o Caike para escrever a peça, tendo o episódio como inspiração”, lembra Fontiny, que também colaborou no texto.

 

A personagem Lili é uma criança, tendo a boneca Thamires e o urso Hugo, como seus brinquedos favoritos e confidentes, mas Eraldo Fontiny alerta que o espetáculo não é recomendado para crianças, sendo a classificação indicativa de 14 anos. “Muitas crianças amam a Lili porque ela é realmente muito engraçada. Apresento uma comédia, mas quero também colocar os pais para refletirem sobre a criação dos filhos. A Lili é uma menina sem limites, desbocada, cruel, uma criança que perdeu a inocência, ela é sádica, ela fuma, ela é tudo que uma criança não pode ser e ela sempre diz que a mãe deixou. Assim como muitas crianças que vemos hoje em dia. Hoje, os filhos nascem com celular na mão, têm redes sociais e sabem de tudo o que está acontecendo. É assustador. Com isso, acho que as crianças ficam adultas muito rápido, mas com a idade de criança. Eu gosto de frisar que a peça é para adultos e traz uma crítica importante para os pais que não colocam limites nos filhos”, explica.

Foto: Allec Gomes


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