Eventos

Mostra Comédias Anárquicas

Av. Afonso Pena, 1.537 – Centro - BH

Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes

(31) 3236-7400

Entrada gratuita – Ingressos distribuídos uma hora antes de cada sessão

25 de fevereiro a 27 de março


A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, realiza, de 25 de fevereiro a 27 de março a mostra Comédias Anárquicas, reunindo 32 longas-metragens que exploram o subgênero da comédia, cujo representante mais famoso é o grupo de comédia britânico Monty Pyton. Na programação, grandes diretores como Carlos Manga, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, Spike Lee, Jean-Luc Godard, Luis Buñuel e Woody Allen subvertem a própria linguagem cinematográfica para através de um humor satírico, espirituoso e cômico apresentar retratos e situações sociais.

Segundo Bruno Hilário, gerente do Cine Humberto Mauro, as comédias anárquicas se caracterizam por usar do nonsense e fluxo de consciência do humor, geralmente em pequenas narrativas autônomas entre si. “Pode-se dizer que esse subgênero é uma herança das slapstick comedies ou comédias malucas dos anos 1930 e 1940, misturando, também, paradigmas de outras vertentes da comédia como a comédia pastelão e de sketches”, associa o gerente, compreendendo o subgênero como um conceito aberto.

Bruno Hilário também acrescenta que, para algumas produções, o fazer rir era considerado mais interessante do que o próprio roteiro do filme. “Em muitos dos filmes, a piada resultante da performance do artista pode ser mais importante do que a narrativa em si. Na mostra, reunimos filmes que podem ser anárquicos não só no conteúdo da comédia, mas também no uso da linguagem e estética cinematográficas”, explica.

O gênero da comédia costuma, por si só, subverter as expectativas e relações sociais, bem como a construção clássica de personagens. Nos longas que compõem a mostra, acontecimentos como um apocalipse zumbi, investigações policiais, a Guerra Fria e até a história do Rei Arthur são satirizados com situações absurdas, utilizando gags visuais, formato de sketch e até elementos surreais. “De maneira geral, os filmes têm temáticas variadas e possuem sequências de gags que não necessariamente possibilitam maior entendimento da trama. A ausência de um fio condutor claro é uma das características desse subgênero”, conta Hilario.

Entre os destaques da mostra está Monty Pyton em Busca do Cálice Sagrado (1975), uma sátira dos eventos históricos da Idade Média, em que O Rei Arthur está à procura de cavaleiros que possam acompanhá-lo na busca do Santo Graal. Em Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu! (1980), um ex-combatente de guerra é forçado a assumir os controles de um avião quando a tripulação sucumbe à comida contaminada. Junto da namorada, que assume como co-piloto e aeromoça, vai tentar salvar os passageiros e terminar o voo com sucesso, mas existe um problema: ele é neurótico.

Destacam-se, também, as chanchadas brasileiras Nem Sansão Nem Dalila (1953), e Matar ou Correr (1954). No primeiro, o barbeiro Horácio sofre um acidente e vai parar no Reino de Gaza, no século IV antes de Cristo. Lá conhece Sansão, dono de uma força descomunal que vem de uma milagrosa peruca que Horácio troca por um isqueiro, transformando-se num homem forte e poderoso que passa a reinar em Gaza. Já o segundo é uma paródia do clássico do faroeste Matar ou Morrer (1952), em que depois de Kid Bolha e Ciscocada acidentalmente derrotarem um temido bandido, um deles é nomeado xerife, mas o criminoso foge da prisão prometendo vingança contra Kid Bolha.

Já em Uma Noite na Ópera (1933) um agente de negócios e dois amigos tentam ajudar dois cantores de ópera a alcançar o sucesso, mas não são bem aceitos. Os três irmãos vão tentar eliminar o concorrente através de muitas palhaçadas e brincadeiras. Por fim, num dos filmes menos conhecidos de Kubrick, Dr. Fantástico (1964), um general americano acredita que os soviéticos estão sabotando os reservatórios de água dos Estados Unidos e resolve fazer um ataque anticomunista, bombardeando a União Soviética. Com as comunicações interrompidas, ele é o único que possui os códigos para parar as bombas e evitar o que provavelmente seria o início da Terceira Guerra Mundial.

Pausa na programação – Com o objetivo de difundir e incentivar a produção cinematográfica feita por mulheres na América Latina, as comédias entram em pausa para a 1ª Mostra de Cinema Argentino, de Mujeres entre os dias 14 e 16 de março. A iniciativa é uma parceria do Cine Humberto Mauro com as argentinas Luisina López Ferrari e Marina Lomazzi, e o argentino Marcelo Alejandro Gómez, residentes em Belo Horizonte e participantes do Centro Cultural Argentino Minas Gerais criado em BH em abril de 2018, e com a colaboração do Consulado Argentino em Minas Gerais e a Câmara de Comércio e Indústria Argentina – Minas Gerais, trazem a Belo Horizonte filmes e diretoras argentinas premiadas internacionalmente. A programação inclui palestras, debates e roda de conversas. Todas as sessões da mostra serão gratuitas, com retirada do ingresso na porta uma hora antes de cada sessão.

História Permanente do Cinema – O Cine Humberto Mauro reinicia o ciclo de sessões comentadas do História Permanente do Cinema, contando com exibições nas quintas-feiras, às 17h. Durante a Mostra Comédias Anárquicas, será exibido o filme Monsieur Verdoux, dirigido e protagonizado por Charles Chaplin. Na trama, um bancário francês que ficou desempregado após 30 anos de trabalho desenvolve uma personalidade maníaca e começa a cometer assassinatos em série. Suas vítimas são sempre mulheres de meia-idade, sozinhas e com algum tipo de propriedade ou renda. A sessão será comentada por José Ricardo da Costa Miranda Jr, professor do Centro Universitário UNA e pesquisador de cinema.

Foto: Divulgação


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