Eventos

In Sã: o universo do Rosário em nós, com Evandro Nunes

Pelo canal youtube.com/ciaburlantins

Online

Gratuita

Dia 11.06 . sexta-feira . 20h


Entre os dias 10 e 13 de junho, de quinta-feira a domingo, o projeto Solo Negro apresenta Cenas Curtas Pretas, com nove espetáculos de teatro, dança e circo de artistas negras e negros de Belo Horizonte. Este é o quarto ano da mostra que, em 2021, realizará três edições com programação online gratuita. É a segunda vez que a mostra é realizada neste formato, se adaptando às medidas de segurança para proteção contra a propagação do Covid-19. As apresentações serão transmitidas ao vivo, sempre às 20h, diretamente do Teatro Espanca!, pelo canal youtube.com/ciaburlantins .

Idealizado pela Cia Burlantins e com curadoria de Julia Tizumba, Solo Negro se propõe a criar um espaço de difusão do trabalho de artistas negros da capital mineira, reunindo espetáculos que dialogam com a cultura afro-brasileira contemporânea ou tradicional. Nesta primeira edição do ano, o projeto será viabilizado por meio da Lei Aldir Blanc no âmbito do Estado de Minas Gerais.

“A programação é composta por solos e duos de artistas negros da capital mineira e apresenta Teatros Negros múltiplos, com estéticas e narrativas diversas, que têm como base fundamental a valorização da cultura e dos indivíduos afro-brasileiros e a presença do corpo negro em cena: corporeidade que reverbera uma conexão entre ancestralidade e atualidade em uma fusão de âmbitos artísticos e discursivos”, diz Julia.

O evento recebe diferentes gerações do Teatro Negro belohorizontino, desde o experiente ator Evandro Nunes, com o espetáculo In-Sã, até jovens artistas, como Ana Elisa Gonçalves com a cena A silhueta de Maria Efigênia. Também compõem a programação as cenas Odu Axé, de Ricardo Campos, Ebó, de Anderson Ferreira, O peso nas costas de minha mãe, da Companhia Preta de Teatro, Aparecida, da Companhia Breve, Eu, de Jeiza da Pele Preta, Baixa Visão, de Raniele Barbosa, e O Pianista, de Robert Gomes.

PROGRAMAÇÃO SOLO NEGRO - CENAS CURTAS PRETAS

10.06 . quinta-feira . 20h

Odu axé, com Ricardo Campos

O íntimo e o itinerante: um velho benzedor devoto de São Benedito reflete sobre o sentido do seu "fazer". Assim, acaba por buscar no guardado da memória, saberes e manifestações mantidas desde os seus ancestrais.

Concepção artística e dramaturgia: Ricardo Campos / Elenco: Ricardo Campos / Iluminação: Breno César Rodrigues / Classificação indicativa: LIVRE

11.06 . sexta-feira . 20h

In Sã: o universo do Rosário em nós, com Evandro Nunes

A cena fala do ROSÁRIO, que reconstrói o universo com o intuito de registrar sua passagem aqui na terra. Com sua (In)sanidade, deseja ser o mar; não sabe de onde vem, apenas vem para o encontro, e, por isso, segue a voz que o indica por onde caminhar. Nesse caminhar acumula partidas e vazios que culminam na ausência – é ausente de si-, com seu olhar enviesado nos seus guardados procura emendar um tempo a outro e agora feito morto-vivo, vive. A cena posta traz consigo um universo DO ROSÁRIO mediado pelo olhar jovem de Anderson Feliciano e a corporeidade negra de Evandro Nunes.

Companhia: UP3 – União Performática Pessoas da Pessoa / Concepção: Anderson Feliciano e Evandro Nunes/ Atuação: Evandro Nunes / Dramaturgia: Anderson Feliciano / Cenário: Marcel Diogo / Figurino: Zora Santos / Luz: Valber Palmeira/Preto Amparo/Evandro Nunes / Maquiagem: Catarina Queiroz / Classificação indicativa: LIVRE

Aparecida, com Renata Paz

Ao enterrar sua mãe, Aparecida desenterra sua identidade negra e as histórias de sua ancestralidade. Volta às suas origens para desenterrar tudo aquilo que a fez obedecer, emudecer e negar sua mãe homônima.

Atuação: Renata Paz / Direção: Adriano Borges / Dramaturgia: Amora Tito e Renata Paz/ Trilha sonora ao vivo: Marcos Buraco/ Iluminação: Gato de Luz / Produção: Amora Tito / Realização: Breve Cia / Comunicação: Mexerica Cultural/ Classificação indicativa: LIVRE

12.06 . sábado . 20h

O peso nas costas de minha mãe, da Coletiva Preta de Teatro

Protagonizar e viabilizar histórias de matriarcas que nos criaram é vital para a permanência e resistência de nossos corpos pretos pulsantes perante uma estrutura racista, patriarcal e exclusivista. Se faz necessário construir outras narrativas que questionam esse corpo negro para além das estatísticas. O peso nas costas da minha mãe nasce da necessidade de FALAR. Falar dessas, das nossas, e de outras tantas mulheres que nos acompanham pela vida. "De muitos nomes tem a mulher preta / Da fome de amor, de sexo, de respeito / A manutenção da vida que transborda e clama..." (SILVA, Cidinha, 2013)

Atuação: Elaisa de Souza e Kelly Spínola / Direção: Renata Paz / Dramaturgia: Coletiva Preta de Teatro / Produção e Organização: Coletiva Preta de Teatro / Classificação indicativa: LIVRE

A silhueta de Maria Efigênia, com Ana Elisa Gonçalves

Folheando o álbum de fotos de família, uma jovem se depara com uma lembrança silenciosa. A fotografia de uma parenta quase nunca mencionada dentro de casa, Maria Efigênia. Movimentada por aquela imagem, ela decide então dar voz a esse passado, rompendo com o silêncio. Através dessa memória, a garota também se conecta à história do estado de Minas Gerais.

Direção e Roteiro: Ana Elisa Gonçalves / Atriz e Pintora: Ana Elisa Gonçalves / Produção: Anna Miranda de Souza / Iluminação: Anna Miranda de Souza / Figurino: Ana Elisa Gonçalves / Pré-produção: Anna Miranda de Souza / Sonoplastia: Gui Ventura / Trilha Sonora: Improvisação - Gui Ventura / Imagens de 1960/1970: Arquivo Público do Estado de São Paulo / Classificação indicativa: LIVRE

Ebó, com Anderson Ferreira

“Partindo do ensinamento dos meus mais velhos de que a oferenda é um modo de devolvermos à natureza aquilo que retiramos dela para nos alimentar, esse ritual foi pensado para saudar as referências que me alimentaram por palavras, gestos, sons e imagens. São corpos, movimentos e adereços. Uma pesquisa no meio das encruzilhadas entre as manifestações afro-brasileiras. Compartilho com a rua os ensinamentos que sustentaram a minha caminhada até aqui. Por isso, evoco Exu para lhe oferecer, na rua, uma cena/ebó”.

Concepção e atuação: Anderson Ferreira / Direção: Andréa Rodrigues/ Classificação indicativa: LIVRE

13.06 . domingo . 20h

Baixa Visão, com Raniele Barbosa

Em Baixão Visão, uma canção-manifesto, a atriz Raniele Barbosa dá voz a duas personas, a uma doutora e a um paciente. No diálogo musical, o paciente reclama de um curioso pingo preto que lhe atrapalha a visão, levando-nos a um diagnóstico crítico-fatal da sociedade machista e racista em que nós, os personagens reais, vivemos.

Direção: Raniele Barbosa/ Texto e atuação: Raniele Barbosa / Música: Raniele Barbosa / Trilha Sonora (percussão): Marcelo Dai / VideoMaker: Gabriel Beltrão / Iluminação: Gabriel Beltrão/ Figurino e Maquiagem: Raniele Barbosa / Produção: Raniele Barbosa/ Assistente de Produção: Igor Fonseca/ Classificação indicativa: LIVRE

O Pianista, com Robert Gomez

O Pianista foi criado em sala de aula, a partir de uma provocação do professor nos encontros de formação de jovens palhaços do projeto Doutores da Alegria. Tem como referência de criação um número do Mr. Bean que também trata de um pianista. Já foi apresentado no Festival FIC, no Sesc, no Theatro Municipal de São Paulo e, hoje, faz parte do espetáculo  PROT{AGÔ}NISTAS.

Criação e atuação: Robert Gomez / Classificação indicativa: LIVRE

EU, com Jeiza da Pele Preta

A cena EU foi criada na residência artística do Aquilombô - Fórum Permanente das Artes Negras, em 2019. Retrata um corpo negro em cena trazendo elementos afro-brasileiros e afro-futuristas, juntando técnicas circenses, experiências em dança afro e música ao vivo. Tem como grande objetivo trazer à cena um corpo negro feminino com suas raízes e atualidades e mostrar um circo mais brasileiro.

Criação e atuação: Jeiza Lucia Rodrigues Fernandes/ Classificação indicativa: LIVRE

Foto: Bruno CAmbui


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