Eventos

Mostra Tullio Marques

R. Estrela do Sul, 89 - Santa Tereza, Belo Horizonte - MG

MIS Cine Santa Tereza

(31) 3277-4699

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12 de julho, às 19h30


Acontece nesta sexta-feira, dia 12 de julho, às 19h30, no MIS Cine Santa Tereza, a Mostra Tullio Marques, com a exibição de dois filmes deste cineasta e agitador cultural: o curta “As Amazonas” e o longa “Cocoré”, inteiramente filmado em Belo Horizonte. Na abertura, a sessão terá comentários do próprio diretor. A realização é da Fundação Municipal de Cultura, da Prefeitura de Belo Horizonte com o apoio do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC- MG) e do Instituto Humberto Mauro.

Cocoré

Inspirado em personagens reais, moradores de rua e atores misturam-se para contar a história do herói-título, Cocoré. É um longa metragem, assinado por Tullio Marques, estrelado por Dimir Viana e Alberto Ruz, onde o drama de indivíduos provindos dos guetos resulta em um plano criativo para resgatarem seus diretos. Realizado em Belo Horizonte em 2007, contou com mais de cem colaboradores que atuaram, filmaram, produziram, editaram, etc. Cocoré dá lugar à utopia agrária em plena cidade, uma utopia pós-hippie, lumpen-anarquista, e mostra seus impasses e limites. Atores e personagens se misturam nesta ficção como um documentário.

As Amazonas

Do roteiro de Tullio Marques, Marco Antônio Araújo criou a música. A trilha sonora foi gravada por Marco Antônio Guimarães que, à época, iniciava a formação do grupo Uakti. A linguagem atemporal foi cuidada em reverência às mulheres guerreiras de sempre. Filmado originalmente em 16mm, redescoberto 25 anos após, encontramos no processo de Media Player, uma forma independente para exibi-las. Esta versão completamente restaurada reflete o imaginário original, com cenas até então não divulgadas ao grande público. Foram preservados o desbotado característico da ação do tempo sobre a celuloide, material em que foi registrado o curta. "As Amazonas" tinham, na concepção do autor a tés verde, para um resultado mimético à natureza, na qual se inspiravam.

Tullio Marques

Tullio Marques (fotos) é tropeiro, cineasta, agitador social, o cavaleiro andante que se dedica a aventuras nas “selvas” de Nova Lima em uma área de 55 mil metros quadrados e onde o turista pode se deliciar com rapel, tirolezas, pintball, arvorismo e até com passeios a cavalo, ou muares, na serra do Curral.

Tullio Marques Lopes Filho, com dois eles, ele faz questão, é também um provocador cultural. Criou o Museu do Tropeiro, em Ipoema, também idealizador da Estrada Real, agora está envolvido com um novo projeto, a criação do Museu Dom Bosco, no Colégio Dom Bosco, fechado e abandonado no município de Cachoeira do Campo.

Cineasta, este tropeiro urbano tem uma história tumultuada, como produtor, diretor, roteirista e ator de seus próprios filmes, como “Cocoré”, "uma web série em 19 capítulos e quase duas horas de duração". Mas tem mais: “em Nome da Fé” e “Hoje é sempre”. Tullio Marques diz que foi co-roteirista de vários filmes do premiado diretor mineiro Nevile de Almeida, especialmente nos filmes “A Dama do Lotação” e “Rio Babilônia”.

Mas o fôlego deste tropeiro do asfalto é para pulmões de não fumantes. Morador no Coração de Jesus, frequentador da Banca do Fred na Prudente de Morais, Tullio Marques quer recuperar a bacia do enlamaçado e maculado rio Doce com turismo sustentável, seja lá o que isto represente.

Foto: Divulgação


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