Eventos

Dia do Patrimônio Cultural – Cozinha e Cultura

rua da Bahia, 1.466, Lourdes – BH/MG

Academia Mineira de Letras

(31) 3222-5764

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quarta, 14 de agosto 19h30


Em comemoração ao Dia do Patrimônio Cultural – Cozinha e Cultura Alimentar, a Academia Mineira de Letras está preparando, no dia 14 de agosto, uma programação especial, que inclui palestra da professora Lyslei Nascimento "A literatura e o gozo impuro da comida segundo Maria José de Queiroz", às 19h30, e uma visita, na mesma data, às dependências do palacete onde a culinária e a convivência em torno da comida se faziam presentes. Para participar da visita será necessário fazer inscrição por meio do site academiamineiradeletras.org.br.

Lyslei Nascimento relata que no livro “A literatura e o gozo impuro da comida”, publicado em 1994, a escritora Maria José de Queiroz, ocupante da cadeira de número 40 da AML, revela, a partir dos sentidos, a cozinha delirante da literatura aos olhares ávidos do leitor. Nesse ensaio, verdadeira enciclopédia da mesa, a comida e suas relações com a escrita, a pintura, a escultura e a arte em geral são escrutinados pela ensaísta.

Serão abordados desde a frugalidade e a glutonaria na Antiguidade Clássica de Homero, passando pelo requinte da mesa portuguesa de Eça de Queiroz e a transgressão na mesa do século XIX de Machado de Assis e Aluízio Azevedo, até a modernidade brasileira e a ironia da presença da comida em obras de Mario de Andrade, José Lins do Rego e Pedro Nava.

De acordo com a perspectiva da professora “a comida como motivo literário não é só um capítulo fascinante da história da alimentação, mas uma festa para os sentidos, para a sensibilidade e para a compreensão do homem em sua relação com o outro e com a cultura na qual está inscrito”, ressalta.

 

Sobre a visita ao palacete Borges da Costa

O visitante tem como intuito mergulhar no ambiente requintado e povoado de memória do palacete Borges da Costa, onde atualmente está instalada a Academia Mineira de Letras, usufruindo da beleza do mobiliário de época, tapeçarias e peças decorativas.

O palacete foi construído entre 1910 e 1923 com projeto do arquiteto Antônio da Costa Cristino para a família do médico Eduardo Borges da Costa e sua clínica médica. Sua construção conta com dois pavimentos, além de um porão habitável, tem requintes de carpintaria, feita por artesãos italianos e o trabalho em gesso no teto da sala de jantar, realizado por artesãos portugueses. Os lustres, de alabastro e cristal, os elementos decorativos, como o guarda-corpo da varanda em sofisticada balaustrada com disposição em linha curva, os três grandes painéis de vitrais, que garantem a iluminação dos ambientes, tudo confere ao palacete uma aparência harmoniosa e elegante.

Os ambientes da copa, despensa e cozinha são revestidos de azulejos brancos, em sua base, e avermelhados na parte superior. Ali eram preparadas as refeições da grande família do médico, nas quais predominava a culinária mineira. Entre as receitas guardadas por D. Beatriz, uma das filhas e autora do livro “A vida é esta...” estão o feijão tropeiro, croquetes e cremes de milho, sopas, como o maneco com jaleco (fubá com couve), canjiquinha com costela de porco, as “quitandas” (mãe bentas, biscoitos, roscas, pão de ló, bolos) e sobremesas variadas (baba de moça, pudins, tortas, amor em pedaços, ambrosia, geleias, caramelos e doces cristalizados).

Foto: Divulgação 


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