Eventos

Primeira apresentação do espetáculo de dança Zona Quente

Rua Intersindical, 270 – bairro Cardoso - BH

Escola Municipal Antônio Mourão

Entrada Gratuita

14 de agosto - quarta-feira Horário: 19h


Em agosto, a Companhia de Dança Agnes retoma as apresentações de um de seus espetáculos mais marcantes, “Zona Quente”. Ele é baseado no conto homônimo do livro “Reclusos do Tempo”, do escritor moçambicano Alex Dau. A primeira performance está marcada para o dia 14 de agosto (quarta-feira), às 19h, na Escola Municipal Antônio Mourão, no bairro Cardoso, em Belo Horizonte. A entrada é livre.

A direção geral é de Stella Soares e a direção artística é de Emerson Guilherme. A produção ficou a cargo de Mariana Marques com assistência de Miriam Santos. Os bailarinos são Emerson Guilherme Stella Soares, Evelyn Soares, Ruthe Santos, Ingrid Fernandes e Verônica Santos.

O espetáculo tem a duração de 45 minutos e sua trilha sonora traz músicas marcantes como “Home Wind” (John August), “A Dub For Akufen” (Deadbeat), “For a Moment” (To Rococo Rot and I-Sound), “Awakening of a Woman” (The Cinematic Orchestra), “Walk Ten Miles” (Mum), “Dead Can Dance” (Song of the Stars) e “African Central Soul - Guitar Mix” (Homeboyz Muzik).

Inspiração

O conto “Zona Quente” narra a história de Elisa, uma linda jovem e seu encontro com João Mapala na cidade de Maputo, capital de Moçambique. O livro foi lançado em 2009, pela Associação dos Escritores Moçambicanos e reúne 12 pequenos contos e um glossário. As narrativas de Dau navegam entre os ambientes urbano e rural, trágicas em sua maioria, envoltas em personagens marginais, feitiços e espíritos irritados com o descumprimento das oferendas por parte dos homens, assim como as sombras da triste guerra civil que arrasou o país por anos.

O conceito do espetáculo surgiu em 2014, quando o autor visitou o Centro Cultural Vila Santa Rita, localizado na região do Barreiro, onde a Cia Agnes nasceu. A visita repercutiu na veia artística do grupo que percebeu fortes semelhanças entre Maputo e a própria Vila Santa Rita e, após um intenso trabalho de pesquisa cênica e corporal, criou uma coreografia baseada nessa experiência literária.

O encontro com o artista Alex Dau e suas obras possibilitou aos integrantes da Cia Agnes a percepção de que os problemas enfrentados pelas periferias dos dois países podem ser parecidos, mesmo em continentes diferentes.

Segundo Stella Soares, o espetáculo levante as semelhanças sociais entre as cidades e países. “É uma experiência sobre o calor, a cor e as texturas sociais destes lugares e seus personagens. ‘Zona Quente’ traz incrustado em sua história palavras como ocupação, invasão e resistência, que deixam marcas visuais no espaço urbano e nas criações dos artistas, que não podem deixar de se colocar diante daquilo que os cerca”.

 

Um pouco sobre a Cia Agnes

A Cia Agnes nasceu em 2001, em Belo Horizonte, com o objetivo de promover a dança nas periferias como linguagem artística, contemporânea e urbana. Hoje é composta por oito artistas, com idades entre 15 e 34 anos, interessados em pensar a cena cultural a partir de referências estéticas e sociais. O grupo integra as linguagens literárias e do teatro para seu desenvolvimento e formação.

Em 18 anos de existência, a Cia Agnes percorreu diversos caminhos, bairros e cidades, dentro e fora do país. Participou de eventos como 1ª Mostra de Artes Cênicas, nos centros culturais de Belo Horizonte; da Caravana Cufa (Central Única das Favelas), que percorreu as cidades de Felixlândia e Carangola e também do Gira Praça - um evento organizado pelo Sesc Minas. Esteve presente no projeto Expresso Liberdade, que levou circo, teatro e dança às periferias e comunidades de Belo Horizonte e no Quadrifest, evento organizado pela própria Companhia nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010, com o objetivo de misturar um evento de dança com a popular conhecida Festa Junina - Festa da Associação Beneficente Caminhar, COMEQ e BH na Paz – realizado pela ONG Arte pela Paz.

Buscando ampliar seu repertório de pesquisas e atuações, em 2015, a Cia iniciou seu processo de internacionalização, investindo em estudos e preparação para a participação em festivais internacionais. Em 2017, fez sua primeira incursão fora do país e se apresentou no Festival Danzamarathón, na cidade de Cáceres (Espanha). Foi uma grande oportunidade para demonstrar um pouco do seu repertório através de coreografias que são desenvolvidas em aulas.

O projeto sociocultural Agnes Cidadania, foi criado em 2012, para receber alunos da comunidade. São ministradas aulas de danças urbanas, contemporânea e ballet, em horários acessíveis, atendendo cerca de 300 alunos em Ibirité e 70 em Belo Horizonte. Em 2018, teve expansão com abertura do Espaço Agnes Cidadania.

Foto: Filipe Vieira


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