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3ª sessão Mensageiros de futuros - Cineclube Mocambo

On-line

Site Cineclube Mocambo

Gratuito

De 25 a 28 de novembro


No próximo dia 25 de novembro, a partir das 19h, a terceira sessão do Cineclube Mocambo dá continuidade à narrativa das sessões anteriores, que tratavam primeiro sobre a morte, e depois sobre memória. Agora, a terceira endereça uma discussão mais ampliada em torno da ideia de futuridade, de construir futuros e vislumbrar os desafios que o presente nos reserva para que lá se chegue.

Octavia's Visions, de Zara Zandieh (Alemanha, 2021), é um dos filmes programados. Inédito no Brasil, o filme reconta algumas das histórias escritas por Octavia Butler, escritora afro-americana consagrada por seus livros de ficção científica feminista, tecendo narrativas poéticas a partir de um olhar queer decolonial e das complexidades e representações em multicamadas de sujeitos imigrantes e marginalizados. Octavia's Visions foi nomeado  para prêmios em vários festivais de cinema, e acumula exibições na 71º Berlinale, no Sheffield DocFest e no Queer Lisboa, além do FestivalInternacional de Curtas Metragens de Oberhausen, BFI FLARE, EIFF, , Inside Out, Queer Seattle Film Fest, Berlin Art Week e DokLeipzig. Além de Octavia's Visions, o público poderá assistir ao filme Jorge, de Jéferson (Brasil, 2020), curta que acompanha a busca de Jorge e seus amigos cavaleiros pela favela em um dia comum na Maré.; Foyé Zétwal (Plowing the stars), de Wally Fall (Guadalupe, 2019), que enquadra, de forma experimental, a história de uma mulher que, no caminho para encontrar seu pai, reflete sobre sua vida e sobre a história de seu país; e Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais, de Rafael Luan e Mike Dutra (Brasil, 2020) que narra a história de Breno, viajante do tempo que, durante uma madrugada, voltando para casa depois de uma festa de reggae, vai parar num lugar entre o presente, o passado e o futuro.

Futuro para além da ideia tão disseminada de progresso - Mensageiros de futuros, tema escolhido pelos curadores do cineclube, Gabriel Araújo, Jacson Dias e Tatiana Carvalho Costa, representa uma tentativa de projetar possibilidades de vida no presente com a exibição de filmes que dialogam bastante com nosso tempo e, a partir disso, projetam possibilidades de futuro. Para Gabriel Araujo, Mensageiros de futuros diz sobre pessoas que já estão lá na frente, pensando  em estratégias, não só de sobrevivência, mas de comunhão, de comunidade, de resistência. “Estamos falando de mensageiros de futuros, mas não exatamente desse futuro que está lá adiante, um futuro utópico e  idealizado. A gente quer ressaltar um futuro que acontece agora e que precisa de nossa atenção  para que continuemos vivos, juntos e prosperando”.

Diferentemente do que se pode pensar, o futuro não está só à frente, de acordo com essa ideia de progresso que, segundo os curadores, é inspirada em pensamentos eurocêntricos. A sessão portanto se inspira nas ideias de matriz afrodiaspórica, como o conceito de tempo espiralar proposto pela poeta e dramaturga Leda Maria Martins, para bagunçar um pouco as temporalidades e construir possibilidades de resistência frente às opressões do mundo contemporâneo. Alguns dos exemplos esbarram no racismo, mas também são ilustrados,como o último filme da sessão mostra, pela degradação ambiental do planeta.

No sábado, terceiro dia da exibição, ocorrerá um debate on-line mediado por Gabriel e Jacson que terá como convidada Zaika dos Santos, multi-artista, pesquisadora e cientista/divulgadora científica do Afrofuturismo. Além de comentar os filmes em exibição, articulando como algumas teóricas brasileiras e internacionais trabalham os conceitos de afrofuturismo e futuridade, a conversa também pretende apontar como outros cineastas e artistas vêm trabalhando o tema em suas produções. O debate será realizado no sábado, dia 27, às 18h, pelo canal do Cineclube Mocambo no YouTube.

As duas primeiras sessões do Cineclube Mocambo já somam mais de 200 espectadores . Para Gabriel Araújo, curador mineiro, crítico de cinema e um dos idealizadores do projeto, o número superou as expectativas. “Estamos super felizes com a repercussão das sessões. Para além do número de pessoas que acompanharam os filmes, capaz de encher uma sala de cinema, acreditamos que estamos contribuindo para ampliar a circulação de outras cinematografias por aqui, o que é sempre bom”, ressalta. As datas e horários desta e das próximas sessões serão divulgados pelas redes sociais:

Instagram: instagram.com/cineclubemocambo
Facebook: facebook.com/cineclubemocambo
Twitter: twitter.com/cinemocambo

Sobre o cineclubismo - A prática de assistir e discutir filmes surgiu quase em conjunto com a criação do próprio cinema e, no Brasil, tem seu primeiro registro no estado do Rio de Janeiro, em 1928 com o Chaplin Club, fundado por Plínio Sussekind Rocha, Otávio de Faria, Almir Castro e Cláudio Mello. De acordo com Gabriel Araújo, Belo Horizonte também tem uma bela tradição com o cineclubismo, com vários cineclubes presentes na história da cidade: “já tivemos várias iniciativas semelhantes nesse sentido. Muitos dos cineastas que hoje produzem na cidade foram inclusive formados pelas experiências de cineclubes, ou por meio das programações de mostras e festivais independentes que ocorrem aqui”.

Serviço: Cineclube Mocambo| setembro a dezembro de 2021

3ª sessão Mensageiros de futuros
Data: 25 a 28/11
Para assistir aos filmes: http://cineclubemocambo.com.br/
Toda programação é on-line e gratuita.

Debate da sessão - Conversa entre Gabriel Araújo, Jacson Dias e Zaika dos Santos
Data: 27/11 (sábado) às 18h
Link do canal do Youtube: https://www.youtube.com/cineclubemocambo
Próximas sessões: 
4ª sessão de 9 a 12/12
5ª sessão de 16 a 19/12

 

Foto: Divulgação


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