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Casa Fiat de Cultura inaugura exposição inédita que expande o olhar sobre o automóvel e a brasilidade

A mostra apresenta mais de 250 obras e objetos e ocupa todos os espaços do centro cultural na Praça da Liberdade (BH) reunindo arte, história e design

Espaços de convivência e troca, as ruas revelam um Brasil plural, vibrante e em movimento, onde tradição e inovação caminham lado a lado, moldando formas de viver e de imaginar o futuro. É dessa atmosfera que nasce a exposição inédita “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura”, uma experiência que convida o público a mergulhar na essência da nossa cultura e na força criativa que transforma o cotidiano em arte. A mostra estará em cartaz de 7 de julho a 11 de outubro e a entrada é gratuita.

Com curadoria de Yuri Quevedo, Peter Fassbender e Marcos Rozen, além da curadoria de moda de Mercedes Tristão, a mostra ocupa todos os espaços da instituição com mais de 250 peças, entre obras de arte, fotografias históricas, looks de moda, automóveis que marcaram gerações, além de vídeos, instalações imersivas e obras site-specific.

Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, Massimo Cavallo, a exposição inova ao trazer temas que fazem parte do cotidiano das pessoas por meio de obras de arte de grande significado e de experiências sensoriais que vão despertar emoções inesperadas. “Em um ano tão representativo para a instituição, que celebra 20 anos ao lado dos 50 anos da Fiat no Brasil, esta exposição conta uma história que pertence a todos nós. Ao percorrer manifestações culturais das últimas cinco décadas, celebramos não apenas uma trajetória da marca, mas principalmente a riqueza da cultura brasileira e sua capacidade de conectar pessoas, tempos e territórios”, enfatiza Massimo Cavallo. Ele ainda destaca que na exposição a fábrica surge como um lugar de produção coletiva, com forte presença humana e como espaço de criação contínua de objetos de beleza e de tecnologia.

Para os apaixonados por automóveis, o lendário Fiat 147, primeiro carro movido a álcool produzido em série no mundo, ganhou protagonismo na exposição mostrando como a ousadia e inovação redefiniu a indústria nacional nas últimas cinco décadas. Para retratar o espírito transformador dos anos 1970, a exposição apresenta registros históricos de grande impacto, como a visita do então presidente Juscelino Kubitschek à fábrica da Fiat em Betim (MG), um momento que ajudou a consolidar a marca como parte da história do país.

A exposição conduz o visitante por uma narrativa envolvente, que se desdobra em múltiplas linguagens e convida tanto à interação lúdica quanto à reflexão sobre o futuro. Ao longo do percurso, surgem obras de grandes nomes da arte brasileira como Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Guignard, Di Cavalcanti, Djanira da Motta e Silva, Cláudio Tozzi e Beatriz Milhazes, que ajudam a contar a história da arte nacional em diálogo com o presente.

A mostra também destaca criações de ícones da moda brasileira, como Clodovil Hernandes e Ronaldo Fraga, além de carros-conceito que revelam a força criativa do país e provocam novos olhares sobre legado, inovação e futuro. As ruas, nesse contexto, aparecem como palco de transformações e experiências coletivas, reafirmando sua potência como espaço de cultura e identidade.

Ao celebrar 50 anos de história no Brasil, a Fiat reafirma seu papel como protagonista na vida e na cultura do país. Mais do que veículos, seus modelos se tornaram símbolos de progresso e inovação, acompanhando de perto a evolução da sociedade por meio de design arrojado, tecnologia de ponta e funcionalidade que dialoga com o cotidiano do brasileiro. Em um país de dimensões continentais, o automóvel vai muito além da mobilidade: ele se transforma em uma poderosa expressão cultural, tão presente e apaixonante quanto o futebol, a moda, o Carnaval e a religiosidade. Mais do que meios de transporte, os carros da Fiat se consolidam como ícones de pertencimento e emoção, parte essencial da identidade brasileira e da forma como o país se reconhece, celebra sua história e projeta o futuro.

Para o Presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, os 50 anos da Fiat no Brasil representam muito mais do que a história de uma marca. “Revelam uma trajetória construída ao lado das pessoas, acompanhando mudanças de comportamento, novas formas de viver, trabalhar, se mover e relacionar. Essa relação evidencia a essência que move a Fiat: a proximidade com o cotidiano dos brasileiros, a capacidade de inovar e a conexão profunda com a cultura do país. ‘Celebrar as ruas’ traduz esse percurso por meio de uma experiência cultural ampla e emocionante”.

A exposição “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura” é uma realização viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura e da Casa Fiat de Cultura. Conta com o patrocínio da Stellantis e da Fiat. A mostra tem apoio cultural do Programa Amigos da Casa.

O Brasil moderno ganha forma

A construção de Brasília, símbolo de um projeto nacional voltado para o futuro, surge como um dos marcos da narrativa, representada por imagens emblemáticas que registram a criação da nova capital e as transformações que ela provocou na paisagem e no imaginário brasileiro. Nesse contexto, a chegada da Fiat a Minas Gerais também se insere como um capítulo importante da história do país. Inaugurada em 1976, a fábrica de Betim representou um dos mais relevantes projetos industriais da época, contribuindo para o desenvolvimento econômico do estado e para a consolidação da indústria automobilística brasileira. A exposição apresenta ao público registros desse período, revelando como o crescimento industrial dialogou com as transformações sociais e urbanas vividas pelo Brasil nas últimas décadas.

Obras de artistas como Djanira da Motta e Silva, Regina Silveira, Claudio Tozzi e Rubens Gerchman ampliam essa reflexão ao abordar temas como trabalho, cidade, multidão, deslocamento e modernização. Em diálogo com fotografias de Marcel Gautherot e Thomaz Farkas, elas revelam diferentes perspectivas sobre um país que se transformava rapidamente e buscava construir novos horizontes para o futuro.

Nesse contexto, o automóvel ultrapassa sua função original e se consolida como expressão de brasilidade: próximo das pessoas, conectado aos territórios e impulsionador de novas possibilidades.

Carros que contam histórias

Os automóveis expostos estão inseridos em três eixos que remetem a memória coletiva dos brasileiros. Agrupados com novos significados e como símbolo de paixão, estão o Palio Weekend do Pentacampeonato Mundial da Seleção Brasileira, com autógrafos dos então jogadores campeões e o Fiat Idea, utilizado pelo Papa Francisco em sua vinda ao Brasil em 2013. Entre as surpresas da exposição está também o Fiat Uno, do acervo de Adriane Galisteu, presente de Ayrton Senna para ela nos anos 90. Ao guardar lembranças íntimas, essa história revela como os automóveis aumentam seu valor emocional a partir de experiências únicas e históricas.

Peter Fassbender, curador, ressalta o design como elemento central dessa narrativa, revelando sua capacidade de antecipar comportamentos, responder aos desafios de seu tempo e imaginar novas formas de mobilidade.

Pela primeira vez na Casa Fiat de Cultura, a montagem se estende para o ambiente aberto dos seus jardins, onde foram construídas cápsulas que integram natureza, arte e design. Ao redor, automóveis emblemáticos acompanham essa travessia e reafirmam seu papel como expressão de inovação e transformação, reunindo em suas formas memórias, originalidade e a constante capacidade de se reinventar.

Nestes espaços estão carros icônicos como o Fiat 147, primeiro exemplar do pioneirismo em produzir um veículo à álcool (hoje etanol) e símbolo de um novo capítulo da indústria nacional e da democratização do acesso ao automóvel. Um exemplar do Fiat Palio, também em exibição, mostra seu protagonismo de ser o primeiro carro produzido pela Fiat no Brasil e vendido em diversos lugares do mundo.

“Os automóveis que integram a exposição não são apresentados apenas como objetos de design ou marcos tecnológicos. Cada um deles carrega histórias e experiências que ajudam a compreender diferentes momentos da sociedade brasileira. Eles falam sobre trabalho, lazer, fé, conquistas, sonhos e modos de viver que atravessaram gerações”, afirma Marcos Rozen, curador da exposição e fundador do Museu da Imprensa Automotiva.

Junto aos automóveis, o artista pernambucano Derlon aborda o futuro com uma obra criada exclusivamente para a exposição. Com linguagem de xilogravura e grafite, ele conduz o olhar para uma paisagem que projeta o amanhã a partir de valores ancestrais, da simplicidade, da diversidade e da interação entre as pessoas.

Também estão em destaque carros-conceito como o Fiat Dolce Camper, exibido pela primeira vez para o público em Minas Gerais, e o Fiat Mio, desenvolvido de maneira colaborativa em 2010 contando com sugestões de mais de 17 mil pessoas de 160 países. O veículo materializa ideias e transformações que ajudam a pensar a relação entre tecnologia e sustentabilidade.

Ainda sobre o olhar para o futuro, no espaço do Dolce Camper são apresentados três objetos conceituais criados pelo Design Center South America: um circulador de ar, uma luminária e uma cafeteira. As peças partem da linguagem contemporânea da marca para investigar como seus princípios formais, materiais e emocionais podem habitar novas escalas e usos. Mais do que exercícios de estilo, revelam o design como uma forma de presença no cotidiano, capaz de traduzir valores e ampliar sentidos.

Nesse contexto, o design deixa de estar restrito ao automóvel e passa a ocupar a casa, o tempo e os gestos diários, abrindo novas possibilidades para o que a Fiat pode representar hoje. O circulador de ar nasce de um volume geométrico puro envolto por superfícies ritmadas, unindo simplicidade, funcionalidade e clareza visual. A repetição cria profundidade e transforma sua função em expressão. A luminária articula volumes alongados conectados que dialogam com referências históricas da marca. A luz revela uma presença acolhedora e evidencia a capacidade de reinventar sua identidade em novos contextos. A cafeteira assume forma prismática e direta, com uma construção essencial que reflete seu uso. A ausência de excessos valoriza gesto, rotina e reconhecimento, convertendo um objeto cotidiano em símbolo.

A arte brasileira é protagonista

Ao reunir 112 obras de diferentes períodos e movimentos, a exposição apresenta um amplo panorama da produção artística brasileira, dos anos 1930 aos atuais.

Ao longo do percurso, o público terá acesso a obras de alguns dos maiores nomes da arte nacional. As obras promovem diálogos entre diferentes tempos e visões de país. A monumental pintura Fábrica (1962), de Djanira, por exemplo, apresenta a força do trabalho e da industrialização brasileira; as composições de Tarsila do Amaral, Guignard e Volpi revelam paisagens, cidades e imaginários que marcaram a formação cultural do país; enquanto artistas como Gerchman, Tozzi, Wanda Pimentel e Regina Silveira trazem para o centro da narrativa a modernização das cidades, os meios de comunicação, a arquitetura e as transformações da vida cotidiana.

Yuri Quevedo, curador, observa como a arte tem a capacidade de revelar aspectos da história que muitas vezes escapam aos documentos e aos registros oficiais. “Ao reunir obras produzidas em diferentes momentos da trajetória brasileira, a exposição permite compreender como artistas observaram, interpretaram e imaginaram o país. As ruas aparecem como um espaço simbólico de encontro entre essas diferentes experiências, conectando memória, cultura, trabalho, festa, afeto e transformação”.

O Brasil que se encontra nas ruas

As celebrações populares, o carnaval, o futebol, a religiosidade e os afetos também aparecem como elementos fundamentais e revelam um Brasil marcado pela convivência, pela festa e pelas manifestações culturais que ocupam ruas, praças e espaços de encontro. Em diferentes linguagens e contextos, elas ajudam a compreender a riqueza das tradições populares e sua permanência no imaginário nacional.

O Carnaval, uma das expressões mais reconhecidas da cultura brasileira, ganha destaque por meio de obras que revelam a força criativa e popular da festa. Obras de Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Maria Auxiliadora, Agostinho Batista de Freitas e Bajado apresentam diferentes olhares sobre o universo carnavalesco, suas cores, personagens e tradições. Fotografias históricas, documentos e registros audiovisuais ampliam essa narrativa e mostram como a ocupação das ruas se transforma em experiência coletiva, pertencimento e expressão cultural.

A mesma potência se manifesta no futebol, paixão nacional capaz de mobilizar milhões de pessoas e criar memórias compartilhadas. Obras de Candido Portinari, Rubens Gerchman, Vicente do Rego Monteiro e Antonio Poteiro se relacionam com fotografias históricas e imagens marcantes da trajetória da seleção brasileira, revelando como o esporte se tornou parte fundamental do imaginário coletivo do país.

A religiosidade também ocupa espaço importante na exposição. O curador Yuri Quevedo lembra que as ruas são lugares de passagem, mas também de permanência. É nelas que acontecem as celebrações e os encontros que ajudam a construir nossa memória coletiva. “Este núcleo revela como diferentes expressões culturais transformam os espaços públicos em territórios de convivência, identidade e pertencimento", afirma Yuri Quevedo, curador da exposição.

Procissões, festas populares e manifestações de fé aparecem em obras de José Antônio da Silva, Babalu, Iaponi Araújo e José Luiz Soares, evidenciando a diversidade de tradições religiosas presentes na formação cultural brasileira. A mostra retrata diferentes crenças ao exibir objetos de devoção que são dependurados nos retrovisores dos automóveis.

Moda, identidade e cultura brasileira

Em um outro eixo, a moda emerge como um espelho sensível do tempo — tão reveladora quanto o próprio design automotivo. Assim como os carros traduzem escolhas estéticas, avanços tecnológicos e desejos coletivos de uma época. Cada tecido, corte e criação carrega intenções: afirma pertencimentos, manifesta forças e projeta futuros possíveis.

A presença da Fiat no Brasil sempre ultrapassou o universo da mobilidade. Ao longo de sua trajetória no país, a marca estabeleceu diálogos com o design, a arquitetura, a arte e a moda, reconhecendo a criação como parte fundamental da cultura contemporânea. Nos anos 2000, a Fiat aproximou-se de iniciativas ligadas à moda autoral brasileira, apoiando estilistas, eventos e projetos que contribuíram para a consolidação do setor.

Este núcleo propõe um percurso pela criatividade brasileira e por sua capacidade de transformar referências culturais, tradições populares, saberes artesanais e experiências urbanas em expressão estética. As peças dialogam com diferentes momentos da história do país, nas últimas cinco décadas, e revelam como o vestir também se tornou uma forma de ocupar espaços e construir narrativas coletivas.

Ao revisitar suas raízes e atravessar constantes transformações, a moda brasileira se afirma, cada vez mais, como linguagem própria — conectada às ruas, aos corpos e à diversidade que define o país. É um movimento que valoriza a criação nacional e desloca o olhar de referências externas para uma estética que nasce da experiência brasileira, de seus contrastes, cores e afetos.

Nas passarelas, esse gesto se amplia e ganha corpo. Grandes nomes da moda brasileira apresentam não apenas roupas, mas visões de mundo — criações que antecipam o futuro, tensionam o presente e ressignificam o passado. Assim como no design automotivo, pensar adiante é imaginar novos caminhos e propor, por meio da forma, outras maneiras de viver, circular e se expressar.

Reunindo 17 looks de importantes criadores nacionais, a exposição evidencia a força dessa produção ao destacar nomes fundamentais para a consolidação da moda brasileira dentro e fora do país, como Lino Villaventura, André Lima, Graça Ottoni, Terezinha Santos, Ronaldo Fraga, Juan Nakao, João Pimenta, Cavalera, Lenny Niemeyer, Osklen, Patricia Vieira, Apartamento 03, PatBO, Flavia Aranha, Day Molina (Nalimo) e Marina Bitu. Mais do que reunir peças, o conjunto revela diferentes perspectivas sobre a brasilidade — múltiplas leituras que atravessam raízes, transformações e projeções de futuro, reafirmando a moda como linguagem potente de identidade, escolha e posicionamento.

"A moda é uma expressão viva da cultura. Ela traduz comportamentos, registra transformações sociais e revela a maneira como nos relacionamos com o tempo, o território e a nossa própria identidade. Neste núcleo, cada criação ajuda a contar uma história sobre o Brasil e sobre as múltiplas formas de viver e ocupar o espaço público", afirma Mercedes Tristão, responsável pela curadoria de moda da exposição.

Viver o presente e imaginar o futuro

A exposição transforma a Casa Fiat de Cultura em um espaço vivo de experimentação, criando experiências únicas e envolventes.

Instalações imersivas, vídeos, projeções e obras site-specific foram especialmente concebidos para a mostra, reafirmando a inovação como elemento estruturante na construção de linguagem, de emoção e de conexão com o público. Cada ambiente propõe uma travessia sensorial que aproxima o visitante das ruas, da memória e da brasilidade, traduzindo ideias em experiências que se vivem com o corpo, com a emoção e com o olhar.

Prova disso, é a instalação que apresenta percepções diversas e contemporâneas sobre mobilidade e vida urbana. Em um projeto especial com adolescentes, alunos da Fundação Torino Escola Internacional, foram produzidos pensamentos imagéticos para as próximas décadas. Ao envolver as novas gerações nessa narrativa, a exposição reforça a ideia de que o futuro é construído a partir da criatividade, da experimentação e da capacidade de projetar novos caminhos.

"Projetar o futuro é imaginar novas possibilidades de encontro entre pessoas, cidades e tecnologia. Nesta exposição, o design aparece como uma ferramenta capaz de transformar ideias em experiências e de aproximar inovação, sustentabilidade e cultura. Um exercício de pensar adiante e de refletir sobre como queremos viver e nos movimentar nos próximos anos", afirma Peter Fassbender, curador.

Programação paralela

A exposição se desdobra em uma ampla programação paralela que amplia as reflexões propostas pelo percurso expositivo e convida o público a vivenciar diferentes dimensões da cultura brasileira. Durante o mês de julho, a Casa Fiat de Cultura realizará bate-papo com os curadores da exposição, visitas temáticas, oficinas, ateliês, e apresentações musicais, criando novas possibilidades de diálogo entre arte, design, memória e mobilidade Todas as atividades são gratuitas.

Bate-papo com os curadores

8 de julho, das 19h30 às 21h

Para marcar a abertura da exposição, os curadores Yuri Quevedo e Marcos Rozen conduzem uma conversa sobre os bastidores da mostra, abordando as relações entre arte, automóvel, cultura urbana e memória coletiva. O encontro oferece ao público a oportunidade de conhecer o processo curatorial e aprofundar o olhar sobre os diferentes núcleos da exposição. Participação gratuita, mediante inscrição pela Sympla.

Visita temática | Brasil com S: o espetáculo de ser brasileiro
11 e 25 de julho, às 16h

Inspirado na obra de Nelson Leirner, o percurso convida o público a refletir sobre futebol, Carnaval, festas populares, fé e cultura de rua como expressões da identidade brasileira e da construção de memórias coletivas. Inscrição gratuita na recepção da Casa Fiat de Cultura, no dia da atividade.

Visita temática | Brazilcore: signos da brasilidade na moda
12, 18 e 26 de julho, às 16h

A visita apresenta a moda como expressão da cultura brasileira, explorando o fenômeno conhecido como Brazilcore e reunindo criações de estilistas como Lenny Niemeyer, Jum Nakao, Ronaldo Fraga, Patrícia Botelho e Lino Villaventura para discutir identidade, comportamento e cultura visual. Inscrição gratuita na recepção.

Visita temática | Tem festa na rua, tem Brasil
19 de julho, às 11h

A atividade percorre obras que retratam Carnaval, festas populares, tradições afro-brasileiras e outras manifestações culturais, discutindo como esses rituais ajudaram a construir uma identidade artística genuinamente brasileira. Inscrição gratuita na recepção.

Ateliê Aberto | Carrinhos em construção: acelerando a imaginação
2, 4, 5, 9, 11, 12, 16, 18, 19, 23, 25, 26 e 30 de julho
Quintas-feiras, às 19h30; sábados, domingos e feriados, às 10h30 e 15h (no dia 19/7, apenas às 10h30)

Voltada para toda a família, a atividade propõe a construção de pequenos veículos utilizando materiais recicláveis, estimulando criatividade, sustentabilidade e experimentação por meio do design. Participação gratuita, com distribuição de senhas na recepção.

Oficina | Sketch Attack: desenho automotivo
14 e 15 de julho, das 19h às 21h

Conduzida por designers do Design Center da Stellantis na América Latina, a oficina apresenta técnicas de desenho automotivo e aproxima o público dos processos criativos que dão origem ao desenvolvimento de veículos. Destinada a maiores de 16 anos, com senhas distribuídas por ordem de chegada.

Oficina | Clay Lab: modelando carros do futuro
21 e 22 de julho, das 14h às 17h

A oficina apresenta o processo de modelagem utilizado na indústria automotiva com o uso de massa clay e convida crianças e adolescentes a criarem seus próprios conceitos de veículos com massinha de modelar. A atividade une arte, design e imaginação em uma experiência conduzida por profissionais do Design Center da Stellantis e pela equipe educativa da Casa Fiat de Cultura. Participação gratuita, com distribuição de senhas.

Música na Capela | Quarteto Catarse | Raízes em cordas
19 de julho, às 11h

Inspirado pela exposição, o Música na Capela convida o Quarteto Catarse para um concerto dedicado à música popular brasileira. O repertório reúne clássicos como Chega de Saudade, Carinhoso, Você é Linda e Como uma Onda, celebrando a riqueza da música brasileira em arranjos para quarteto de cordas. A apresentação é gratuita e acontece na Capela de Santana, nos jardins da Casa Fiat de Cultura.

Curadoria

A mostra foi desenvolvida a partir da curadoria de Peter Fassbender, vice-presidente da Stellantis e chefe do Design Center LATAM; Yuri Fomin Quevedo, curador do acervo da Pinacoteca de São Paulo; e Marcos Rozen, jornalista automotivo e fundador do MIAU — Museu da Imprensa Automotiva. O núcleo de moda conta com curadoria de Mercedes Tristão, jornalista e produtora de moda atuante desde os anos 1990.

Peter Fassbender - Peter Fassbender estudou Design Industrial com especialização em Design Automotivo na Universidade Fachhochschule Pforzheim, na Alemanha, e foi por amor ao design italiano para Turim, em 1989. Ali trabalhou por 12 anos e o seu último cargo foi como Chief Designer Exterior na Fiat. Neste período, teve a oportunidade de conhecer e trabalhar com alguns maestros do design como Giugiaro, Fioravanti, Gandini, e studios de design como I.De.A, Bertone, Italdesign, Pininfarina, entre outros. Em 2002, recebeu um convite da Fiat Automóveis para criar o Fiat Design Center América Latina, na planta da Fiat em Betim. Desde então, todos os novos modelos da Fiat nascem no Design Center Latam, como destaque, as linhas “Adventure”, desenvolvida somente na América Latina e do Novo Uno, o primeiro produto 100% local, eleito o carro do ano 2011 no Brasil. Outro projeto marcante é o Projeto Fiat Mio, que é o primeiro carro desenvolvido em Open Source por uma montadora com caráter participativo, utilizando licença da creative commons. O Design Center criou um line up Fiat para o nosso mercado brasileiro com Fiat Mobi, Argo, Cronos, Pulse, Fastback, Strada. Vale destacar Fiat Toro, que ganhou cinco prêmios, entre eles dois internacionais: O Red Dot Design Award 2016 e o iF Design Award 2017. Hoje, como Design Center Stellantis South America, temos um papel estratégico para desenvolver produtos para as nossas cinco marcas: Fiat, Jeep, RAM, Peugeot e Citroen.

Yuri Fomin Quevedo é curador do acervo da Pinacoteca de São Paulo e professor de História da Arte na Escola da Cidade. Mestre pela FAU-USP, coordena desde 2022 a exposição de longa duração da Pinacoteca. Entre suas curadorias estão mostras como Caipiras: das derrubadas à saudade e Pop Brasil: vanguarda e nova figuração. Sua pesquisa se dedica à história da arte brasileira e suas relações com outras linguagens artísticas.

Marcos Rozen é jornalista especializado no setor automotivo, com atuação profissional desde 1994. Escreveu para veículos como Quatro Rodas, Autoesporte, Jornal do Carro e Automotive Business. Fundador do MIAU – Museu da Imprensa Automotiva, é autor do livro A Revolução na Indústria de Veículos e de Autopeças no Brasil – A partir dos Anos 1980 e referência na pesquisa sobre a história da indústria automobilística brasileira.

Mercedes Tristão atua na comunicação de moda há mais de 30 anos, com trajetória dedicada à interseção entre moda, arte, música e comportamento. Fundadora da NAMÍDIA Assessoria de Comunicação, trabalhou ao lado de importantes nomes da moda brasileira, como Ronaldo Fraga, Jum Nakao, Lino Villaventura e Fernanda Yamamoto, contribuindo para a construção e difusão da moda autoral no país.

Casa Fiat de Cultura

A Casa Fiat de Cultura cumpre importante papel na transformação do cenário cultural brasileiro, ao realizar prestigiadas exposições. A programação estimula a reflexão e interação do público com várias linguagens e movimentos artísticos, desde a arte clássica até a arte digital e contemporânea. Por meio do Programa Educativo, a instituição articula ações para ampliar a acessibilidade às exposições, desenvolvendo réplicas de obras de arte em 3D, materiais em Braille e atendimento em libras. Mais de 100 mostras, de consagrados artistas brasileiros e internacionais, já foram expostas na Casa Fiat de Cultura, entre os quais Caravaggio, Rodin, Chagall, Tarsila, Portinari entre outros. Há 20 anos, o espaço apresenta uma programação diversificada, com música, palestras, residência artística, além do Ateliê Aberto – espaço de experimentação artística – e de programas de visitas com abordagem voltada para a valorização do patrimônio cultural e artístico. A Casa Fiat de Cultura é situada no histórico edifício do Palácio dos Despachos e apresenta, em caráter permanente, o painel de Portinari, Civilização Mineira, de 1959. O espaço integra um dos mais expressivos corredores culturais do país, o Circuito Liberdade, em Belo Horizonte. Mais de 5 milhões de pessoas já visitaram suas exposições e 800 mil participaram de suas atividades educativas.

SERVIÇO: Exposição “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura”
Período expositivo: 7 de julho a 11 de outubro de 2026
Visitação presencial: terça-feira a sexta-feira das 10h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h (exceto segundas-feiras)
Tour virtual no site: www.casafiatdecultura.com.br

Toda programação da Casa Fiat de Cultura é gratuita

Casa Fiat de Cultura
Praça da Liberdade, 10 – Funcionários – BH/MG
Circuito Liberdade

Horário de Funcionamento
Terça-feira a sexta-feira, das 10h às 21h
Sábado, domingo e feriado, das 10h às 18h

Informações
www.casafiatdecultura.com.br
[email protected]
facebook.com.br/casafiatdecultura
Instagram: @casafiatdecultura
X: @casafiat
YouTube: Casa Fiat de Cultura

Foto: Leo Lara

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