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O pianista Arnaldo Cohen interpreta Mozart com a Filarmônica de Minas Gerais nos dias 9 e 10 de julho, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Confira a programação

O aclamado pianista Arnaldo Cohen retorna a Belo Horizonte nos dias 9 e 10 de julho, às 20h30, na Sala Minas Gerais, para brindar o público com sua interpretação Concerto para piano nº 21 em Dó Maior, K. 467, de Mozart. A Filarmônica de Minas Gerais ainda apresenta uma releitura de uma das mais belas sinfonias do período romântico, a Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky, e o Sherzo para orquestra, de Nepomuceno. Uma noite memorável em todos os sentidos. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais. Os ingressos estão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Apoio: Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura.

Maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais

Desde 2008, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sendo o responsável pela implementação de um dos projetos mais bem-sucedidos no cenário musical brasileiro.

Construiu uma sólida carreira nos Estados Unidos, onde esteve à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville por quatorze anos (1999 – 2014), tendo recebido o título de Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das orquestras sinfônicas de Syracuse (1992 – 1999) e de Spokane (1993 – 2004), nesta última atuando como Regente Laureado. Em 2014, tornou-se o primeiro maestro brasileiro a assumir a Regência Titular de uma orquestra asiática, ao aceitar o convite da Orquestra Filarmônica da Malásia, onde permaneceu por dois anos.

Ainda nos Estados Unidos, atuou como Regente Associado de Mstislav Rostropovich, na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com a qual se apresentou no Kennedy Center e no Capitólio. Foi também Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego. Estreou no Carnegie Hall, em Nova York, conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey, e tem dirigido diversas orquestras norte-americanas, como as de Seattle, Buffalo, Utah, Rochester, Phoenix, Columbus, entre outras. É presença constante nos festivais de verão dos Estados Unidos, como os de Grant Park, em Chicago, e Chautauqua, em Nova York.

Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, Mechetti rege regularmente na Escandinávia, com destaque para a Orquestra da Rádio Dinamarquesa e a Orquestra de Helsingborg, na Suécia. Na Finlândia, dirigiu a Filarmônica de Tampere; na Itália, a Orquestra Sinfônica de Roma e a Orquestra do Ateneo, em Milão; na Dinamarca, a Filarmônica de Odense; na Escócia, a BBC Scottish Symphony; além de ter conduzido a Sinfônica Nacional da Colômbia e estreado no Festival Casals com a Sinfônica de Porto Rico. Na Argentina, rege regularmente a Filarmônica do Teatro Colón.

No Brasil, tem sido convidado a reger a Osesp, a Sinfônica Brasileira, as orquestras municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sinfônica do Paraná, a Petrobras Sinfônica, entre outras. Trabalhou com artistas de renome, como Alicia de Larrocha, Thomas Hampson, Frederica von Stade, Arnaldo Cohen, Nelson Freire, Antonio Meneses, Emanuel Ax, Gil Shaham, Midori, Evelyn Glennie, Kathleen Battle, entre outros.

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Mestre em Composição e em Regência pela Juilliard School de Nova York.

Arnaldo Cohen, piano

Depois de conquistar o primeiro prêmio no prestigioso Concurso Internacional de Piano Ferruccio Busoni, em 1972, deu início a uma extraordinária carreira, que abrange mais de 4 mil apresentações como solista, com orquestras como as filarmônicas de Londres e de Los Angeles ou as orquestras de Cleveland e da Filadélfia. Colaborou com regentes do calibre de Yehudi Menuhin, Kurt Masur e Wolfgang Sawallisch, e apresentou-se em salas históricas, como o La Scala de Milão, o Concertgebouw de Amsterdã, o Théâtre des Champs-Elysées e o Royal Albert Hall em Londres. Foi integrante do Trio Amadeus, com o violinista Norbert Brainin e o violoncelista Martin Lovett, membros do lendário Quarteto Amadeus, e lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music. Em 2004, assumiu uma cátedra vitalícia na Universidade de Indiana, onde, em 2019, tornou-se Distinguished Professor, o mais alto título acadêmico nos Estados Unidos. Participou do júri de concursos como Chopin, Van Cliburn e Busoni, e foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem do Rio Branco.

Repertório

Alberto Nepomuceno (Fortaleza, Brasil, 1864 - Rio de Janeiro, Brasil, 1920) e a obra Scherzo para orquestra (1894)

Ao longo da carreira, Alberto Nepomuceno soube conciliar uma linguagem nacionalista brasileira nascente com a tradição alemã em que se formou. Germanófilo desde jovem, estudou na Alemanha entre 1891 e 1894, período durante o qual frequentou os Cursos Avançados de Composição Musical, ministrados por Heinrich von Herzogenberg e Max Bruch, e o Conservatório de Música Stern. Graças ao conservatório, regeu, em duas provas públicas como aluno, a famosa Filarmônica de Berlim, em 1893 e em 15 de março de 1894. Na segunda ocasião, estreou seu Scherzo para grande orquestra, uma obra ligeira e vivaz que, seguindo a tradição clássica do gênero, traz seções de atmosfera marcadamente contrastante. Obra “de refinada feição”, como declarou Jenny Meyer, a diretora do conservatório, inicia-se com um motivo cujo padrão rítmico está associado na história da música de concerto à ideia de caça. Fruto de uma mente conciliadora, o Scherzo para orquestra reflete o academicismo de orientação clássico-romântica — refratário ao drama wagneriano — no qual Nepomuceno esteve imerso naqueles anos, enquanto deixa entrever, segundo o musicólogo João Vidal, “a incandescência de Wagner e [Richard] Strauss”.

Wolfgang Amadeus Mozart (Salzburgo, Áustria, 1756 – Viena, Áustria, 1791) e a obra Concerto para piano nº 21 em Dó maior, K. 467 (1785)

Compositor dramático por excelência, é na ópera e na música sacra que a linguagem de Wolfgang Amadeus Mozart se revela em grande plenitude. Fora daí e a despeito de sua música de câmara, suas sinfonias e suas 18 sonatas para piano, suas obras-primas são sem dúvida os quase 30 concertos para piano e orquestra que compôs ao longo de sua curta vida. O Concerto em Dó maior K. 467, foi composto em 1785 e sucedeu, com um intervalo de menos de um mês, o impressionante Concerto em ré menor K. 466. Embora seja atualmente um dos concertos mais populares de Mozart, principalmente devido ao seu segundo movimento, não gozou, quando de sua composição, da aprovação de seu pai, que o classificou como “surpreendentemente difícil”, no que lhe diz respeito tanto à execução quanto à linguagem. Nesse concerto brilhante e de vivos contrastes internos, Mozart parece transportar abertamente para o gênero instrumental muito da dramaticidade operística que dominava com maestria. Apesar disso, tanto aqui, quanto no concerto precedente e no Concerto em Lá maior K. 488, Mozart reitera esse lado abstrato da linguagem musical, que, por não querer significar nada além do que ela própria, conduz às reflexões mais elevadas e induz à transcendência.

Piotr Ilich Tchaikovsky (Votkinsk, Rússia, 1840 – São Petersburgo, Rússia, 1893) e a obra Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64 (1888)

Embora Tchaikovsky seja conhecido pelo grande público principalmente por seus balés, é nas suas seis sinfonias que se exprime plenamente. Compostas ao longo de sua vida — a primeira foi escrita quando contava 26 anos e a última, no ano de sua morte —, elas expressam vários aspectos do percurso de sua carreira como compositor. A Quinta Sinfonia foi composta entre maio e agosto de 1888 e estreada em novembro do mesmo ano, em São Petersburgo, sob a regência do próprio Tchaikovsky. Em termos de concepção estrutural, dialoga com a Quarta Sinfonia: em ambas há um tema principal recorrente que alinhava a obra conferindo-lhe unidade. Na Quinta, esse tema recorrente é ouvido em todos os quatro movimentos, um recurso já utilizado na Sinfonia Manfredo. O tema, apresentado logo no início, é tido como o tema do destino, devido à nota que o compositor tomou em seu caderno de esboço enquanto compunha a obra: “resignação total diante do destino, ou o que é o mesmo, diante da predestinação inescrutável da Providência… Devo me jogar nos braços da fé?”. Tchaikovsky, que à época da composição enfrentava conflitos amorosos e em relação à sua sexualidade, o luto da perda recente de uma sobrinha querida e do advogado e grande amigo Nikolai Kondratiev, e a falta do reconhecimento esperado em sua terra natal, responde com a Quinta Sinfonia à pergunta que ele mesmo coloca. Assim, a obra revela-se uma jornada de resignação e acolhimento do destino ao transformar tragédia e angústia quase depressiva em sentimento de superação e contagiante otimismo.

Filarmônica de Minas Gerais

Série Allegro
9 de julho – 20h30
Sala Minas Gerais

Série Vivace
10 de julho – 20h30
Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente
Arnaldo Cohen, piano

NEPOMUCENO Sherzo para orquestra
MOZART Concerto para piano nº 21 em Dó Maior, K. 467
TCHAIKOVSKY Sinfonia nº 5 em mi menor, op. 64

INGRESSOS: R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central) e R$ 185 (Balcão Principal).

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

São aceitos: Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa | Pix

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

O grupo recebeu numerosos prêmios e menções, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

Foto: Yupeng Gu

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