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Após temporadas sempre esgotadas pelo Brasil, Dan Stulbach e grande elenco chegam a Belo Horizonte com O Mercador de Veneza, de Shakespeare
A produção teve ingressos esgotados nas temporadas de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Porto Alegre e Brasília e chega a Belo Horizonte para apenas duas apresentações, nos dias 5 e 6 de setembro, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em BH
O Mercador de Veneza, do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), anuncia, enfim, sua chegada a Belo Horizonte. A montagem estará em no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes nos dias 5 e 6 de setembro, sábado e domingo. A peça tem direção de Daniela Stirbulov e é protagonizada por Dan Stulbach que dá vida ao marcante agiota Shylock em atuação deslumbrante.
O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções e já passou por diversas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Curitiba e São Paulo, com sessões esgotadas e públicos variados. Desde a estreia, em abril de 2025, O Mercador de Veneza mantém uma trajetória consistente alcançando a marca de 60 mil espectadores.
O elenco também conta com Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Maria Clara Strambi (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão).
A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, Antônio afiança uma libra de sua própria carne. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.
“Lidar com os desafios shakespearianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta sobre intolerância, identidade e justiça — temas tão atuais quanto no tempo em que foi escrita”, reflete Daniela Stirbulov.
O espetáculo transporta a trama da Itália do século XVI para um cenário contemporâneo, onde questões como antissemitismo, preconceito racial e as guerras motivadas pelo capital ganham mais força. Nesta montagem, Shylock é elevado a protagonista, e a história é narrada a partir de seu ponto de vista.
A encenação utiliza uma estrutura acrílica transparente elevada no centro do palco, que serve de tablado para os atores. No alto, um painel circular de LED exibe palavras, frases e imagens ligadas à ação, captadas em tempo real por um operador de câmera. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.
“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações”, explica a diretora.
FICHA TÉCNICA
Texto: William Shakespeare. Direção: Daniela Stirbulov. Tradução, Adaptação e Assistência de Direção: Bruno Cavalcanti.
Elenco / Personagem: Dan Stulbach (Shylock), Augusto Pompeo (Duque), Amaurih Oliveira (Lorenzo e Príncipe de Marrocos), Cesar Baccan (Antônio), Gabriela Westphal (Pórcia), Júnior Cabral (Graciano), Marcelo Diaz (Lancelotte Gobbo), Marcelo Ullmann (Bassânio), Maria Clara Strambi (Jéssica), Rebeca Oliveira (Nerissa), Renato Caldas (Solânio e Tubal) e Thiago Sak (Salarino e Príncipe de Aragão). Cenografia: Carmem Guerra. Cenotécnico: Douglas Caldas. Desenho de Luz: Wagner Pinto e Gabriel Greghi. Figurino e Visagismo: Allan Ferc. Assistente de Figurino: Denise Evangelista. Peruqueiros: Dhiego Durso e Raquel Reis. Direção de Movimento: Marisol Marcondes. Aderecista: Rebeca Oliveira. Baterista: Caroline Calê. Consultoria Sobre Shakespeare: Ricardo Cardoso. Vídeo e Imagem: André Voulgaris. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Design Gráfico: Rafael Oliveira Branco. Operação de Luz: Jorge Leal. Operação de Som: Eder Sousa. Motorista: Cosme Araujo. Assistente de Produção: Amanda Nolleto. Produção Executiva: Raquel Murano. Direção de Produção: Cesar Baccan e Marcelo Ullmann. Produção: Kavaná Produções e Baccan Produções. Produção Local: CRO Comunicação.
SERVIÇO: O Mercador de Veneza
Classificação: 12 anos. Duração: 95 minutos.
Grande Teatro Cemig Palácio das Artes – Av. Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte, MG
Capacidade: aprox. 1.500 lugares. Temporada: Dias 5 e 6 de setembro. Sexta-feira, às 20h; e sábado, às 18h. Vendas:
Valores de ingresso: A partir de R$ 70
DANIELA STIRBULOV - diretora
Daniela Stirbulov é diretora teatral, atriz e produtora em São Paulo. Mestre em direção teatral pela University of Essex (Londres); graduada em artes cênicas pela Universidade de São Paulo; e formada pelo Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Faz parte do Young Vic's Directors Network e participou do Grupo de Estudos de Teatro Musical da ECA-USP.
Entre seus principais projetos estão “Tom Jobim”, musical de Nelson Motta e Pedro Brício, diretora residente; “Cabaret” de Joe Masteroff, Fred Ebb e músicas de John Kander, assistente de direção e diretora residente; “Ney Matogrosso - Homem com H”, de Marilia Toledo e Emilio Boechat, codiretora e diretora residente; “Silvio Santos vem aí, uma comédia musical”, de Marilia Toledo e Emílio Boechat com músicas de Marco França, codiretora e diretora residente; “Nu de Botas, das linhas às luzes”, baseado no livro de Antônio Prata, diretora; “João e Maria, o musical”, de Daniela Stirbulov e Emilio Boechat, com músicas e letras de Fred Silveira e Willian Sancar, diretora e roteirista; “O Mágico di Ó”, de Vitor Rocha e arranjos de Marco França, diretora; “Home Office”, diretora de alguns episódios da série da Amazon Prime; “As Centenárias”, uma livre adaptação do texto de Newton Moreno, diretora e produtora; “Memórias de um Gigolô”, de Miguel Falabella e músicas de Josimar Carneiro, diretora residente; "Menino Maluquinho", o musical em parceria com Ziraldo, diretora; “The Looney Tunes Live”, de Marilia Toledo, assistente de direção e diretora residente; “Cocoricó, o show”, de Marilia Toledo, assistente de direção e diretora residente; “Ópera Dido e Eneas”, de Henry Purcell, assistência em direção para o Teatro da Vertigem.
Em Londres, “Kill Them”, de Otto English, diretora; “Sundowtown, a new musical”, de Adam Wachter, assistente de direção; “Antony & Cleopatra”, de William Shakespeare, assistente de direção. É sócia-fundadora junto com Velson D'Souza do Espaço Co.Lab, lugar de treinamento, prática, colaboração e criação artística, onde coordena o Grupo de Estudos Direção Teatral. Como atriz, trabalhou com diretores renomados como Kléber Montanheiro, Lavínia Pannunzio, Zé Henrique de Paula, Lígia Cortez, Amauri Falseti, Marcelo Galdino, entre outros.
Foto: edgar_machado
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