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Festa ACHA realiza edição especial Pride com formato inédito que une performance, arte e pista de dança em Belo Horizonte
Confira a programação
No próximo sábado, das 23h às 7h, a ACHA realiza a edição especial 1ARTISTA1QUARTO1PISTA, uma experiência imersiva que celebra a arte da performance e a diversidade LGBTQIAPN+. A festa acontece em um local secreto, que será revelado ainda nesta semana aos participantes. A iniciativa conta com o apoio da plataforma de ingressos Shotgun, por meio do programa Shotgun Pride 2026, voltado ao fortalecimento da cena cultural independente e ao incentivo de projetos que promovem diversidade e inclusão. Os ingressos custam a partir de R$ 40 e estão disponíveis na plataforma. Com capacidade para receber 700 pessoas, o evento contará com performances inéditas, dois ambientes e uma programação musical que reúne nomes de destaque da cena eletrônica de Belo Horizonte.
A nova edição marca o lançamento de um formato inédito da ACHA, que propõe uma homenagem a uma artista da performance LGBTQIAPN+ por meio de uma experiência concebida especialmente para uma única noite. O conceito 1ARTISTA1QUARTO1PISTA sintetiza a proposta do evento: uma artista, cuja trajetória e pesquisa criativa conduzem toda a programação; um quarto, entendido como espaço e tempo de elaboração, criação e experimentação; e uma pista, que representa tanto a pista de dança quanto os caminhos descobertos ao longo do processo artístico. Para Vina Jaguatirica, a criação desse novo formato também representa um desafio artístico. Segundo a performer, a experiência nasce da percepção de que era o momento de dar um novo passo na trajetória da ACHA, ampliando o protagonismo da performance e aprofundando a relação entre criação, espaço e público.
A primeira artista homenageada será Vina Jaguatirica, performer, pesquisadora e criadora da ACHA, que desenvolverá um programa performativo inédito ao longo de toda a noite. Para esta edição, Vina promete revisitar referências que atravessam sua pesquisa artística, como o butô, linguagem de dança e performance de origem japonesa marcada pela experimentação, pela expressividade do corpo e pela investigação de temas ligados à existência humana, que conduz seu espetáculo ELA. Entre suas principais referências estão Tatsumi Hijikata, fundador do butô e responsável por estabelecer as bases dessa linguagem artística no Japão do pós-guerra, e Kazuo Ohno, pioneiro da dança butô reconhecido por performances de intensa sensibilidade e profunda dimensão poética, que contribuíram para difundir essa estética internacionalmente.
A programação reúne os DJs Kabulom, Djahi, Dandarona, Cafezin, Glau e Albukkerke. A experiência também contará com intervenções visuais assinadas pelos artistas Peron e Efy Zero, ampliando o diálogo entre performance, música e artes visuais. A edição conta ainda com o apoio cultural da Xeque Mate Bebidas, do Espaço Yanã e da Vanfall.
Nesta edição, a ACHA integra o Shotgun Pride 2026, iniciativa da plataforma Shotgun voltada ao fortalecimento da cena cultural independente em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. O programa oferece apoio financeiro e estratégico a projetos que promovem diversidade, inclusão e impacto na comunidade LGBTQIAPN+, reforçando o compromisso da plataforma com a valorização da cultura queer.
"Desde que a ACHA nasceu, nosso desejo sempre foi construir um espaço em que a performance ocupasse o centro da experiência da festa e onde pessoas LGBTQIAPN+ pudessem criar, celebrar e existir com liberdade. Fazer essa edição Pride com o apoio da Shotgun fortalece esse propósito e amplia a visibilidade de um projeto que nasce da comunidade e é realizado por ela. Esse incentivo também demonstra a importância de investir em iniciativas independentes que movimentam a cena cultural e criam espaços seguros de encontro e expressão", afirma Vina Jaguatirica, idealizadora da ACHA.
Idealizada em 2024 por Vina Jaguatirica, a ACHA surgiu do desejo de colocar a performance no centro da programação das festas de Belo Horizonte, rompendo com o papel secundário historicamente reservado às artistas performáticas na cena noturna. Em quase dois anos de trajetória, o projeto consolidou uma proposta autoral ao integrar cenografia, música, performance e ocupação do espaço em uma experiência coletiva de criação e encontro.
Com seis edições realizadas desde sua criação, a ACHA tornou-se referência por incentivar processos criativos ligados às existências queer e por construir uma curadoria comprometida com a diversidade. Todas as edições priorizam artistas LGBTQIAPN+, promovem o diálogo entre performance e música e contam com uma equipe integralmente formada por pessoas da comunidade. Além disso, pelo menos 66% do line-up é composto por pessoas pretas ou pardas, refletindo um compromisso com a representatividade racial e a valorização de diferentes trajetórias artísticas.
Foto: divulgacao
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