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Em seus 25 anos de história, Cellos-MG realiza a 27ª Parada do Orgulho de BH e discute democracia para pessoas LGBTQIA+

Manifestação acontece no dia 19 de julho, no cruzamento da Avenida Afonso Pena com Brasil; no dia 18, Marcha de Mulheridades e o Festival Fuzuê ocupam o hipercentro da capital mineira

O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG) realiza a 27ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Belo Horizonte no dia 19 de julho de 2026. A Parada retorna ao cruzamento da Avenida Brasil com Afonso Pena, com concentração às 13h30 e previsão de dispersão na Praça Sete, às 21h. Além disso, no dia 18 de junho de 2026, outras duas atividades compõem o calendário da Parada: a 2ª Marcha de Mulheridades LBTs e o 2º Festival Fuzuê. A Marcha tem concentração às 12h, em frente ao Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Avenida Afonso Pena, 1337) e o Festival acontece na Serraria Souza Pinto, a partir das 14h30, gratuitamente, com retirada de ingressos pela Eventim e doação de materiais de higiene pessoal, que serão encaminhados para pessoas em situação de rua e privadas de liberdade. 

A Parada do Orgulho irá reunir seis trios elétricos com apresentações de artistas da cena local ao longo de sua concentração e caminhada. Com o tema “Democracia: nosso voto, nossas vidas. Cellos-MG 25 anos, só a luta traz conquistas”, esta edição propõe uma reflexão sobre o papel das pessoas LGBTQIA+ no processo democrático em um contexto de avanço de iniciativas legislativas que afetam diretamente essa população. Segundo a Observatória, plataforma criada pela Agência Diadorim que monitora projetos de lei relacionados à população LGBTQIA+ no país, 2025 registrou 68 projetos de lei anti-LGBTQIA+, dos quais 44 tiveram origem nas assembleias legislativas estaduais, 18 na Câmara dos Deputados e 6 no Senado Federal. Nos cinco primeiros meses de 2026, foram identificados 36 projetos nesse sentido. Minas Gerais ocupa a quarta posição entre os estados com mais PLs dessa natureza.

O presidente do Cellos-MG, Maicon Chaves, ressalta que neste contexto de retirada de direitos, o voto se torna uma importante ferramenta. "A Parada sempre foi um ato político de defesa da democracia e da vida da população LGBTQIA+. Diante do avanço de projetos que tentam restringir nossa cidadania, nosso voto também se torna uma ferramenta de resistência. Precisamos eleger representantes comprometidos com políticas públicas que garantam dignidade, proteção e o direito de existirmos plenamente em todos os espaços da sociedade", ressalta Maicon.

Maicon também pondera sobre o papel que a Parada possui para a militância LGBTQIA+ e a sua população. “Neste ano, ao celebrarmos os 25 anos do Cellos-MG, reafirmamos que nenhum direito foi conquistado sem organização e luta coletiva. A Parada é combustível para os nossos sonhos, é o nosso momento de nos reunirmos e reenergizar a nossa vida, o nosso desejo de luta por direitos. A Parada é a alma da militância LGBT e é por isso que eles insistentemente tentam acabar com ela. A Parada é poesia para uma vida muitas vezes dolorosa, recorrentemente marginalizada e estruturalmente sem direito”, afirma Maicon.

Além do Festival e da Marcha, outras atividades também fazem parte do calendário da 27ª Parada do Orgulho. No dia 16 de julho, será realizado o lançamento do Manual de Comunicação, no auditório da Estácio Floresta. Já no dia 17, o 2º Encontro Mineiro de Paradas acontece no Auditório Popular Bruno Alves Chaves, na sede do Cellos-MG; o Prêmio Anyky Lima e a BallRoom de comemoração dos 27 anos da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Belo Horizonte.

A “27ª Parada do Orgulho LGTBQIAPN+ de Belo Horizonte” e o “Festival Fuzuê LGBTQIA+: Arte, celebração e luta” são realizados pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais. As ações tem Patrocínio Master do Sindicato dos Bancários de BH e Região e Sindifes; Patrocínio da Universidade Estácio de Sá e Parceria com a rede Royal de hotéis. A produção é feita pela Mobox e tem a Prefeitura de Belo Horizonte como apoiadora.

Mulheridades dissidentes — A II Marcha dá continuidade ao processo político inaugurado pela primeira edição, em 2025, consolidando-se como espaço permanente de organização, mobilização e construção coletiva. A ação é orientada pela Carta de Princípios da Marcha de Mulheridades LBT, documento político que expressa compromissos éticos, valores e diretrizes construídos de forma democrática, popular e territorializada. Neste ano, a marcha será realizada sob o tema: “Quando Minas mata, a marcha denuncia: mulheres trans e travestis no centro da luta, com lésbicas e bissexuais pela vida e pela dignidade”.

A programação prevê concentração às 12h e saída da marcha às 15h, com dispersão sob o Viaduto Santa Tereza, na Rua Aarão Reis. O percurso foi construído com o objetivo de garantir visibilidade às pautas das mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, promover a participação popular e reafirmar a ocupação dos espaços públicos como instrumento legítimo de defesa dos direitos humanos, da cidadania e da democracia. A manifestação é uma construção coletiva protagonizada por movimentos sociais, coletivos, organizações e ativistas comprometidas com a promoção da dignidade, da cidadania e da vida de mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, fortalecendo o diálogo entre a sociedade civil e o poder público.

Para a vice-presidenta do Cellos-MG e uma das organizadoras da Marcha, Gisella Lima, o ato denuncia questões estruturais. “A II Marcha de Mulheridades LBT é um chamado coletivo à resistência e à construção de um projeto de sociedade onde todas as mulheres possam viver com dignidade, liberdade e segurança. Ao afirmarmos o tema 'Quando Minas mata, a marcha denuncia: mulheres trans e travestis no centro da luta, com lésbicas e bissexuais pela vida e pela dignidade', denunciamos que a violência que atinge as mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais não é um fato isolado, mas expressão de desigualdades estruturais que exigem respostas concretas do Estado e da sociedade. Marchar é transformar o luto em luta, ocupar as ruas para reivindicar direitos, fortalecer alianças entre mulheres lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais e reafirmar que nossas vidas importam e não serão silenciadas. Esta é uma mobilização construída por liderancas feminas e movimentos sociais, que convoca toda a sociedade a assumir o compromisso com a justiça social, a democracia e a defesa incondicional dos direitos humanos”, afirma Gisella.

Arte e celebração LGBTQIA+ — Na edição de 2026, o 2º “Festival Fuzuê LGBTQIA+: Arte, celebração e luta” acontece na Serraria Souza Pinto e prioriza a apresentação de artistas LGBTQIA+ da cena artística e cultural de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Diversas linguagens artísticas, entre elas o funk, o rap, o trap e a ballroom, irão dividir um espaço comum, além de atividades esportivas e de lazer. O festival também traz atrações nacionais, como o cantor, compositor e dançarino Thiago Pantaleão e os DJs Yan Rabello e Nat Valverde. As apresentações irão se dividir entre os palcos Sissy Kelly e Nero, nomeados em homenagem a importantes figuras da militância LGBTQIA+. O palco Sissy tem como proposta apresentações de drag queens, cantores, dançarinos e grupos de dança, enquanto o segundo é voltado para DJs e a cena eletrônica. Às 16h30, será realizado um desfile com pessoas LGBTQIA+ em situação de rua. Além disso, tanto o Festival quanto a Parada contarão com tendas de serviço, reunindo equipes de redução de danos, da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da OAB, do Greenpeace e do SINDIFES.

Convidado para se apresentar a partir de uma consulta pública realizada nas redes do Cellos-MG, Thiago Pantaleão é um cantor, compositor e dançarino brasileiro nascido em Vassouras, no Rio de Janeiro. Em suas músicas, Pantaleão aborda temas como autoaceitação, orgulho de sua identidade e defesa de causas importantes, como o antirracismo e a diversidade LGBTQIAPN+. Além de refletirem sobre seu processo de descoberta e autenticidade, suas produções também têm como intuito se conectar com outras pessoas em processos semelhantes.

A entrada no Festival é realizada mediante a retirada de ingressos na plataforma Eventim e a doação de materiais de higiene pessoal. As doações serão destinadas a pessoas LGBTQIA+ em situação de rua e privadas de liberdade.

Sobre o Cellos-MG — O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG) é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), afiliada à ABGLT, que atua na defesa dos direitos e na promoção da cidadania LGBTQIA+ em Minas Gerais. A organização tem como principal objetivo promover a cidadania e defender os direitos das pessoas LGBTQIA+ no município de Belo Horizonte e em Minas Gerais, com atuação nas periferias e em cidades do interior. A organização foi fundada por um pequeno grupo de ativistas sociais de Belo Horizonte, em 9 de março de 2001, motivados pelo desejo e pela necessidade de responder, de forma organizada e estratégica, às diversas demandas da população LGBTQIA+ na cidade e no estado. Dessa forma, o grupo surgiu com o intuito de desenvolver ações de conscientização da população LGBTQIA+ a respeito da defesa de seus direitos fundamentais, das estratégias de cuidado de si e da comunidade e das formas de incidência participativa que buscassem a igualdade e a justiça social, por meio da formação de militantes, da organização de eventos e ações sociais e, desde 2003, da realização da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Belo Horizonte. Atualmente, a instituição desenvolve projetos de impacto social em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e outras instituições.

SERVIÇO: Lançamento do Manual de Comunicação LGBTQIA+ 
Data: 16 de julho de 2026
Horário: 19h
Local: Faculdade Estácio de Sá, Unidade Floresta - Auditório Principal (Av. Francisco Sales, 23 - Floresta, Belo Horizonte)

II Encontro Mineiro de Paradas
Data: 17 de julho de 2026
Horário: 8h às 18h
Local: Auditório Popular Bruno Alves Chaves - Cellos MG (Rua Tupinambás, 330, 1º Andar, Centro, Belo Horizonte)

Prêmio Anyky Lima
Data: 17 de julho
Horário: de 20h às 22h 
Local: Rua Paracatu, 65, Barro Preto, Belo Horizonte

BallRoom de comemoração dos 27 anos da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Belo Horizonte
Data: 17 de julho de 2026
Horário: 22h30 
Local: Estação Gueto

2º Marcha de Mulheridades LBTs
Data: 18 de julho de 2026
Horário: 12h (concentração), 15 (saída)
Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Av. Afonso Pena, 1377, Centro, Belo Horizonte)

2º Festival Fuzuê LGBTQIA+: Arte, celebração e luta
Data: 18 de julho de 2026
Horário: 14h30h às 23h
Local: Serraria Souza Pinto (Av. Assis Chateaubriand, 809, Centro, Belo Horizonte)
Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela Eventim e doação de materiais de higiene pessoal

27ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Belo Horizonte
Data: 19 de julho de 2026
Horário: 13h30 às 21h
Local: Cruzamento da Avenida Brasil com Afonso Pena; dispersão na Praça Sete
Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela Eventim e doação de materiais de higiene pessoal

Informações e programação completa: @cellosmg

Foto: Dani Fagundes

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