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Oficinas, shows, samba e live da Bendita Benedita (Trampulim) até 30/11 no Memorial Vale

O Memorial Vale traz até o dia 30 de novembro atrações ainda dentro do mês da Consciência Negra e também eventos pensados para crianças e idosos, como as oficinas de teatro, de baobás, de bonecas pretas, e uma live do grupo Trampulim em que o público poderá participar ao vivo, além de novas exposições e shows musicais. As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube e disponíveis nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e também no site.

Educativo Novemblack

Lives

Dando continuidade às lives do Educativo do Memorial Vale, com mediação feita pelos educadores Henrique Bedetti e Ângelo Dias, a proxíma será no dia 23, segunda, às 17 horas, com o coreógrafo Evandro Passose a arte educadora e bailarina afro Júnia Bertolino. O tema é “O Corpo Negro e a Dança”. E no dia 30, às 17 horas, Énia Dára Medina e Lívia Teodoro vão conversar sobre Moda e Estética Afro.

Dicas Pretas

Além disso, todas as sextas, às 10 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. Divulgação pelas redes sociais.

Semenstes da Diáspora

Todas as quartas-feiras, às 11 horas, o Educativo realiza a instalação "Sementes da Diáspora". Iniciada em 2019, a ação consiste numa instalação na qual a partir de cards – instalados no Baobá construído pelo Educativo – com sementes de plantas africanas estampando a imagem e biografia de uma personalidade negra, o visitante era convidado a “colher” essas sementes e refletir sobre o apagamento do protagonismo negro na nossa história. Nesse tempo de distanciamento serão compartilhadas histórias de personalidades negras nas redes sociais do Memorial Vale.

Oficina de Bonecas Negras

No dia 22 de novembro, domingo, às 10 horas, Nanci Lourdes faz a oficina “Bonecas Negras, que serão confeccionadas com jornal. As bonecas existem desde a pré-história e eram utilizadas como objetos sagrados. Na Grécia antiga, eram oferecidas as deusas na época do casamento de um casal, na esperança de que gerassem filhos. Entre os romanos, eram dadas de presente nas festas do deus saturno (símbolo do tempo). No século XVIII, com a industrialização, as bonecas se popularizaram como brinquedos infantis. A representatividade de uma corporeidade com fenótipo negro, aliada a cultura afro-brasileira são fundamentais para o povo preto. Sintetiza as tradições e costumes das diversas etnias africanas trazidas nos navios tumbeiros. Desperta diversos sentidos e sentimentos em quem a constrói em cada detalhe. “A boneca negra batizada por mim de Erê, possibilita toda essa construção cultural e preserva em forma de escultura, um pouco da história de um povo que carrega no peito a alegria de uma criança. Confeccionada com jornal, desperta a atenção e os cuidados que devemos ter com o meio ambiente”, explica Nanci Lourdes.

Oficina Meu Baobá

No dia 29 de novembro, domingo, às 10 horas, o Educativo do Memorial Vale, através de um vídeo, convida às crianças a conhecerem um pouco da história dessa curiosa árvore, tão simbólica na cultura africana e afrobrasileira, e a soltarem a criatividade para montarem sua versão de um mini Baobá, que será disponibilizado para download nas redes do Memorial. Conhecida como árvore da vida ou árvore do conhecimento, ela é também chamada de Embondeiro. E que tal poder ter uma mini versão dela com você?

Confira os detalhes das atrações:

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21/11 – BATUQUE CELLO, COM RICARDO CAMPOS

No dia 21 de novembro, sábado, às 11 horas, o Memorial Vale apresenta o “Batuque Cello”, um projeto idealizado pelo músico Ricardo Campos, tendo como protagonista o violoncelo na prática de um repertório de música popular brasileira. Será um show em duo de Ricardo com o músico Leonardo Araújo Alves, em que eles farão uma conversa musical entre o violoncelo e o violão, em arranjos autênticos criados pelo duo. O evento integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

O projeto Batuque Cello foi idealizado em 2016 pelo violoncelista, contrabaixista e compositor, Ricardo Campos, a partir das práticas artísticas realizadas nas disciplinas de Música de Câmara e da Roda de Choro do curso de graduação em Música da UEMG; desde então, o Batuque Cello se apresenta em projetos e espaços de música de Belo Horizonte com destaque pela originalidade do seu repertório com arranjos contemporâneos de clássicos da música popular brasileira.

21/11 – PRÁTICA “RESPIRANDO O TEMPO” – COM WASHINGTON DA SELVA

Nos dias 21 e 22 de novembro, sábado e domingo, às 10h30, o professor de Kundalini Yoga Washington da Selva fará, numa série de dois vídeos com o título “Respirando o Tempo”, uma aula para ensinar práticas de respiração consciente para o ambiente do trabalho. Com o auxílio de materiais que estiverem disponíveis, o professor irá orientar o público a criar um mapa para orientar o sistema respiratório e trazer consciência ao tempo. A apresentação integra o projeto “Sensações Memoráveis”, do Memorial Vale.

Washington da Selva é mestrando em Artes, Cultura e Linguagens na Universidade Federal de Juiz de Fora/UFJF, com pesquisa paralela à própria produção artística. Tem como norte, sua origem como filho de trabalhadores rurais do cerrado mineiro; como sul, o encontro com o acaso em processos artísticos de deslocamento; como bússola, a espiritualidade que o leva para caminhos internos. É integrante do Grupo de Pesquisa Arte: Ecologias (GAE-UFJF/UFRJ), coordenado por Paula Scamparini, e do coletivo Laboratório de Instantes, coordenado por Letícia Bertagna. É professor de Kundalini Yoga, certificado pelo Kundalini Research Institute (KRI).

21/11, 28/11 e 05/12 – TEATRALIDADES PARA AS INFÂNCIAS, COM CHARLES VALADARES

Nos dias 21 e 28 de novembro e no dia 5 de dezembro, em turma única, aos sábados, das 15 horas às 16h30, o Memorial Vale apresenta a oficina de teatro “Teatralidades para as infâncias - oficina-experimento e fruição artística”, com Charles Valadares. Os encontros serão pelo Google meet. É necessário fazer inscrição prévia pelo telefone 31 3343-7317 e as vagas são limitadas.

“Como poderíamos estar juntos, nesse tempo em que nos pedem para não sairmos de casa? E se a gente ocupasse "lugares virtuais", a partir de uma videoconferência, com um encontro para inventar teatro partindo de narrativas e brincadeiras teatrais para e com crianças? É o que propomos com esta oficina-experimento”, explica Charles.

Logo após a oficina, será exibida a peça “João de Barros”, de Charles Valadares. João-de-Barros é uma obra autoficcional (mescla entre ficção e dados biográficos) que nasce da conversa entre a poesia de Manoel de Barros, as memórias infantis do artista em cena, suas experiências como professor de Teatro para crianças, bem como os atravessamentos de questões tangentes ao nosso tempo. Abordamos a noção de uma infância que não se limita em alimentar a indústria cultural dos brinquedos infantis para que o “faz de conta” aconteça. Fabular histórias, corporificar seres, inventar vozes e criar narrativas fantásticas são vias essenciais de conexão da criança com o mundo, e também caminho para uma vida mais feliz e saudável. Saber nutrir, incentivar e promover espaços para que essa experiência aconteça é responsabilidade do adulto.

O evento integra o projeto “Eu, criança no Museu”, do Memorial Vale.

22/11 – LUCAS MELLO TRIO

No dia 22 de novembro, domingo, às 11 horas, o músico Lucas Mello, ao lado de Paulo Frois na bateria e Camila Rocha no baixo apresenta o show do Lucas Mello Trio, com suas composições e um pouco do seu estilo de tocar. O evento integra o projeto “Memorial Instrumental”, do Memorial Vale.

Guitarrista da música instrumental mineira e vencedor do prêmio Jovem Instrumentista BDMG 2016, Lucas de Mello estudou com Wilson Lopes, Felipe Vilas Boas, André Limão entre outros. É bacharel em Música Popular na UFMG. Já tocou com nomes como Toninho Horta e Yuri Popoff, e em 2017 foi um dos selecionados a se apresentar no Savassi Festival pelo concurso Novos Talentos do Jazz. Durante sua graduação foi músico bolsista da Geraes Big Band da UFMG e, atualmente, participa dos grupos Camila Rocha Trio, LDM Quarteto, Prot Quarteto. Tem se apresentado em diversos festivais (Savassi Festival, Virada Cultural de Vitória) e casas de shows, além de realizar trabalhos de gravação e produção musical.

22/11 – SHOW “UM MERGULHO NA FORÇA ANCESTRAL”, COM CAMILO GAN E AFOXÉ BANDARERÊ

No dia 22 de novembro, domingo, às 17 horas, o músico e bailarino Camilo Gan, idealizador do coletivo Afrormigueiro, contará sua história e fará uma apresentação de seu trabalho, com a apresentação musical do bloco afro Afoxé Bandarerê. A apresentação integra o projeto “Diversidade Periférica”, do Memorial Vale.

Camilo Gan é pesquisador, músico, percussionista, dançarino, coreógrafo, compositor, construtor de instrumentos de percussão, educador musical, restaurador de acordeons e sanfonas, licenciado em música e ritual designer. Começou a sua carreira profissional em 1998, e destaca com orgulho que a sua formação profissional se iniciou e está conectada principalmente aos saberes da cultura negra.

O Afoxé Bandarerê é um grupo de dança que nasceu em Belo Horizonte com o intuito de abraçar a comunidade afro-cultural e para tomar as ruas com a alegria dos terreiros. Este projeto visa não só a divulgação e valorização da cultura negra, mas também a quebra de preconceitos religiosos, racistas e maior integração entre os membros de religiões de matriz africana.

23/11 – FILME: “OPHÉLIA, A LOUCA” DE NÍVEA DE FREITAS

Dia 23 de novembro, a partir das 19h30, o Memorial Vale apresenta o filme “Ophélia, a Louca”, de Nívea de Freitas. O filme é uma tentativa de trazer para o contexto do audiovisual uma leitura performática inovadora de um repertório do tradicional universo da música erudita de câmara. O evento faz parte do “Mostra de Filmes” do Memorial Vale.

Nívea Freitas é bacharel e mestre em música pela UFMG e mestre e Concertista pela HFMT HAMBURG, na Alemanha. Sempre buscou criar pontes entre o tradicional e o contemporâneo e na atuação como intérprete criativa.

24/11 – EXPOSIÇÃO LUDICIDADES, DE MARIANA LATERZA

Dia 24 de novembro, a partir das 11 horas (até o dia 24 de dezembro), o Memorial Vale apresenta a exposição “LudiCidades”, de Mariana Laterza, que apresenta uma série fotográfica que reinterpreta os detalhes do território urbano de Belo Horizonte, lançando sobre eles um olhar poético. A série foi criada com base no conceito e prática de deriva, no qual a cidade foi percorrida e registrada fotograficamente, desdobrando-se em obras que buscam desvelar narrativas lúdicas, poéticas invisíveis contidas no banal e cotidiano da cidade e que apreendem uma BH que vai além do seu estigma moderno. A exposição tenta, através da ressignificação poética dos detalhes e de sua combinação de títulos, preencher o entorno com novos significados e trazer à tona uma reflexão sobre o espaço que habitamos e como ele pode ser usufruído para além de mero produto capitalista. O evento faz parte do “Mostra de Fotografia” do Memorial Vale.

Mariana Laterza é natural de Belo Horizonte e atua como artista plástica, pesquisadora e arte educadora. É Mestre em Artes pela UEMG (2018) e Bacharel em Pintura e Gravura pela Escola de Belas Artes da UFMG (2012 e 2014), iniciou os estudos em gravura na Holanda, onde residiu por um ano (2006). Possui formação complementar em Fotografia e Manipulação Digital pela Escola de Imagem BH (2015) e Fotografia Aplicada ao Teatro pela Fundação Clóvis Salgado (2016). Mariana pesquisa os diálogos entre arte e psicanálise: já participou de diversas palestras e seminários sobre o assunto pelo Instituto Carl Gustav Jung MG, pela FunarteMG (2013 – 2017) e pela Casa Fiat de Cultura (2017). Recebeu menção honrosa pela UFMG por sua pesquisa científica em gravura (2014) e participou a convite da universidade do Encontro Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em São Carlos, SP (2015).

24/11 – EXPOSIÇÃO NGOMAS: SARAVANO TAMBUS, PEÇO LICENÇA PRA MEU CANTO FIRMÁ, POR RIDALVO FÉLIX

Dia 24 de novembro, a partir das 11 horas (até o dia 10/01/21), o Memorial Vale apresenta a exposição “NGomas: Saravano Tambus, peço licença pra meu canto firmá”, de Ridalvo Félix. Ngoma, termo encontrado na língua kimbundo, significa tambor. É utilizado nas tradições afro-brasileiras de matrizes Bantu para se referir aos tambores e às expressões de cantantes dançantes. O tambor é feito de tronco de árvore escavado, coberto com pele de animal, e sua afinação é realizada numa fogueira. Aqui, os ngomas confluem expressões que matizam e geram cantos dançados. A intenção dessa expografia (e afrografias) é entoar os constructos sistêmicos e epistêmicos a partir das Famílias de Ngomas dos Candombes mineiros, em que as espirais do tempo/espaço traduzem modos de ser/estar em cada uma delas. O evento faz parte do projeto Novos Pesquisadores do Educativo do Memorial Vale.

25/11 – OFICINA “VIVÊNCIAS EM REDE: TEATRALIDADE DA MEMÓRIA”, COM VÂNIA SILVÉRIO

No dia 25 de novembro, quarta-feira, de 14h às 15h30, e também nos dias 2, 9, 16 e 17 de dezembro, em turma única, será realizada a oficina de teatro “Vivências em Rede: Teatralidade da Memória”, de Vânia Silvério. Serão cinco encontros criativos tecnovivenciais (mediado por tecnologias de videoconferência) preferencialmente com o público idoso (60+), onde serão mediados experimentos narrativos e expressivos pautados nos princípios contidos nas práticas de contação de história, dos jogos teatrais e de improvisação, utilizando as memórias pessoais e coletivas como mote para criação, experimentando as possibilidades de teatralizar e se relacionar no ambiente virtual. Os encontros serão pelo Google meet. É necessário fazer inscrição prévia pelo tel: 31 3343-7317. Vagas limitadas.

Vânia Silvério é atriz, professora, pesquisadora e produtora de Teatro. Mestre em Artes da Cena pelo Programa de Pós-Graduação em Artes e Licenciada em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Pós-graduanda em Educação Especial e Inclusiva na Faculdade de Educação São Luís. Integra o Mamãe tá na Plateia Grupo de Teatro onde desenvolve trabalhos cênicos relacionados às diversas áreas artísticas. Integrou o Grupo Rosa dos Ventos, um grupo de teatro-musical, pesquisando as referências da tradição (como congado, folia de reis) e a contemporaneidade, criando um espaço de práticas coletivas e não hierarquizado entre música, teatro e dança. É professora de Teatro no Ensino regular em rede de ensino particular de Belo Horizonte. Foi arte-educadora do Programa Judicial de Conciliação para Remoção e Reassentamentos Humanizados de Famílias do Anel Rodoviário e BR 381 no Instituto Rondon Minas. Pesquisa temas como teatro em comunidade, teatro com idosos, memórias e atos performativos.

A oficina faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

25/11 – SHOW SHOW TAU PAI, TAL FILHO, COM TAU BRASIL

Dia 25 de novembro, quarta-feira, às 19h30, o cantor e compositor Tau Brasil se une ao filho multi-instrumentista Augusto Cordeiro para um concerto de voz, violão e viola de 10 cordas. No repertório, músicas autorais gravadas no CD de mesmo nome e inéditas. A apresentação faz parte do projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

“Tau Pai, Tal Filho” foi concebido em 2012, a partir do desejo de Tau Brasil de ver o filho Augusto

tocando suas canções. “Minhas músicas embalaram o sono dele. É um privilégio poder partilhar o ofício com ele e deixar algo de herança. Estar junto com Augusto no palco é uma grande emoção”, sintetiza o cantador. Na verdade, a intimidade dos artistas no palco é um retrato do dia a dia em família. "Há uma herança exercida ainda em vida e isso é uma raridade", completa Tau Brasil. O resultado é uma troca riquíssima de experiências objetivas e subjetivas. Dessa parceria nasceu o CD “Tau Pai,Tal Filho”, produzido em 12 de dezembro de 2014, no Teatro da Biblioteca Pública em BH com as participações dos músicos Wallace Gomes, Lucas Viotti, Rodrigo Salvador e Banda Trivial.

26/11 – MAMUTTE FAZ SHOW “TEMPERADO”

No dia 26 de novembro, quinta-feira, às 19h30, o cantor e artista Mamutte apresentará, com o show “Temperado” algumas de suas composições inéditas, ainda por serem gravadas, muitas delas feitas durante a pandemia, repertório que será temperado às canções já gravadas no álbum Epidérmico. São versões acústicas, baladas e canções doces e etéreas, de acento pop, compostas ao violão. A apresentação integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

Mamutte prepara lançamento de novo single e videoclipe, que tiveram sua produção comprometida diante da quarentena do Covid 19. Contudo, o artista segue compondo uma leva de canções, em que algumas serão apresentadas inicialmente em seu novo show - Temperado – sem banda, e conduzido em voz violão. O artista mineiro, vem se apresentando na capital e no interior do estado desde 2007. Mamutte lançou seu primeiro álbum em 2015, o EP Quase-disco, que foi elencado pela Revista Noize e pelo site Banana Music Branding em 2016 entre os destaques da nova música mineira. Em 2017 lançou seu primeiro álbum cheio, Epidérmico, ambos CDs produzidos na cidade de Mariana (MG). Mamutte fez circulação local em BH no ano de 2018 e no ano seguinte foi finalista na categoria cantor do Prêmio Profissionais da Música 2019 (DF) e lançou o registro audiovisual do show “Mamutte ao vivo.

27/11 – SAMBA DA PERIFERIA, COM GRUPO TRADIÇÃO

Dia 27 de novembro, sexta-feira, às 19h30, o Grupo Tradição apresenta o projeto “Samba da Periferia” que terá como repertório sambas autorais do disco “Tradicionalmente”, lançado em 2017. A apresentação integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

O Grupo Tradição foi criado em novembro de 1993 no bairro Jardim Montanhês, região noroeste de Belo Horizonte, por um grupo de amigos que após jogarem futebol, as famosas peladas, se reuniam para bater papo e o mais importante, realizar uma bela roda de samba. Após várias rodas de samba sempre muito animadas, esta brincadeira foi ficando mais séria e o grupo de amigos passou a ser convidado para animar festas e após muito sucesso passou a se apresentar em bares, restaurantes e casas noturnas de Belo Horizonte sempre agradando muito a todos com seu repertório diversificado. O Grupo já participou de aberturas de shows de renomados artistas do mundo do samba como Almir Guineto, Monarco da Portela, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz e ainda acompanhou lendas vivas do samba do quilate de Tia Surica da Portela, Moacyr Luz, Beatriz Faria (filha de Paulinho da Viola), Ana Costa e Moyseis Marques servindo como banda de apoio para estes artistas. Em Junho de 2017 o Grupo realizou um antigo sonho que foi o lançamento do seu primeiro disco intitulado “Tradicionalmente” com direção musical de Thiago Delegado e composições na maioria de artistas mineiros. O disco foi um grande marco na história do grupo sendo muito elogiado por público e crítica.

28/11 – PROGRAMA BENDITA BENEDITA, DO GRUPO TRAMPULIM

Dia 28 de novembro, sábado, às 11 horas, o Grupo Trampulim apresenta o programa Bendita Benedita, que será transmitido ao vivo, e poderá incluir entrevistas com artistas e não artistas, além de dicas da Benedita na quarentena, participação de Djs e jogos online de improviso. A apresentação integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

O Grupo Trampulim é reconhecido por sua maneira autêntica de se comunicar com o público. Criado em 1994 dentro da Spasso - Escola Popular de circo, o Grupo passou por diversas fases mantendo-se sempre leal ao compromisso com a criação e o riso. Seus espetáculos revelam uma relação direta e verdadeira com a plateia. Refletem a diversidade de formação dos seus integrantes, que trazem questões comuns ao circo, ao teatro, à música e à improvisação para desenvolver uma linguagem genuína, que tem como foco a pesquisa incansável do ofício do palhaço, e suas diversas linhas de trabalho. Durante seus 26 anos de existência o Grupo criou 19 espetáculos e mantém 5 em seu repertório, além de oficinas de formação; vasta circulação nacional e duas inserções no mercado internacional: Canadá e Portugal. Conquistou prêmios expressivos nas áreas de circo, teatro de rua e artes cênicas, além de realizar em Belo Horizonte duas edições do festival ÍMPETO – Invasão Mundial de Palhaços e Todos os Outros. Em 2016 o Grupo participou do projeto de circulação nacional Palco Giratório realizado pelo SESC Nacional, circulando por 31 cidades de 11 estados Brasileiros. Em 2020 o Grupo se reinventa no

contexto da pandemia e foca em criações para o audiovisual dando origem à série “Risolamento”, ao “Programa Bendita Benedita”, entre outros.

28/11 – SALDANHA ROLIM FAZ SHOW BRASILIDADE

Dia 28 de novembro, sábado, às 17 horas, o músico Saldanha Rolim apresenta o show Brasilidade, com músicas autorais dos mais variados ritmos brasileiros, passando pelo Carimbó, Baião, Xote, Bumba-boi, Côco embolado e muito mais.. A apresentação integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

Saldanha Rolim, cantor e compositor, cearense de Parambu, foi criado em São Luiz do Maranhão, mas, nos anos 80, se encantou pela terra e pelo povo mineiro quando conheceu Minas Gerais. Nos anos 90 veio morar em Diamantina, no portal de entrada do Vale do Jequitinhonha. Saldanha Rolim sempre vivenciou as manifestações culturais de seu povo, expressas através da diversidade de ritmos que fazem parte do repertório de seus eletrizantes shows, influência de dois mestres do cancioneiro nordestino – Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Depois de se apresentar em várias cidades nordestinas, em 1980 Saldanha Rolim seguiu para São Paulo, levando na bagagem esta mistura de sons. Começou a se destacar com seus shows vibrantes, fazendo circuitos universitários e se apresentando em programas de TV. Em pouco tempo, ele criou um estilo próprio ao dar um sotaque novo à rítmica nordestina. Ter nascido no sertão e se criado a beira mar em contato direto com as festas populares, fez de Saldanha um artista performático, brincante dos ritmos brasileiros.

29/11 – VÍDEO SIMULACRO, COM THALES BRENER VENTURA

Dia 29 de novembro, domingo, às 18 horas, o artista Thales Brener Ventura apresenta o vídeo Simulacro, uma vídeo-performance criada a partir de experimentações com filtros da rede social Instagram. A obra propõe evidenciar as modificações virtuais (físicas) e temporais (noções de tempo e espaço) no corpo do performer. A partir de uma coletânea de filtros do Instagram, potencializa as modificações que os mesmos filtros fazem nos corpos dos usuários. Tais ferramentas têm a capacidade de modificar a cor dos olhos, fazer harmonização facial, mudança do timbre vocal, ou seja, modificações de toda ordem que deturpam a realidade física, do tempo e de espaço dos usuários dessa rede. A apresentação integra o projeto “Mostra de Filmes” do Memorial Vale.

Thales Brener Ventura é Artista e influenciador cultural residente na cidade de Belo Horizonte/MG. Dentre seus ofícios destacam-se os trabalhos como ator, diretor, coreógrafo, pesquisador, produtor e performer. Formou-se no Teatro Universitário da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e bacharel em Teatro pela mesma instituição.

29/11 – PALESTRA SAMBADA, COM CAMILO GAN

Dia 29 de novembro, domingo, às 11 horas, o artista Camilo Gan fará uma palestra conduzida através do canto, e da dança. As pessoas serão conduzidas a experimentarem corporalmente expressões rítmicas e contos (histórias) conectadas à origem do samba. Camilo buscará também demonstrar a ampla importância da energia feminina na cultura de tradição afro brasileira. A palestra integra o projeto “Gerais Cultura de Minas”, do Memorial Vale.

Camilo Gan criou o projeto Samba de Terreiro. É pesquisador, músico, percussionista, dançarino, coreógrafo, compositor, construtor de instrumentos de percussão, educador musical, restaurador de acordeons e sanfonas, licenciado em música e ritual designer, com o objetivo principal de compartilhar os elementos essenciais que originaram o samba: reza do corpo, toques de tambores, improvisação vocal e interatividade. Desde 2002 vem propagando a ludicidade dos estilos de sambas provenientes de linguagens que trazem o canto responsorial e a umbigada como característica peculiar. Samba de Terreiro é um estilo que quando tocado inevitavelmente estimula o público a interagir com a banda, que induz os presentes a se tornarem sambadeiras ou sambadores. A base instrumental do Samba de Terreiro é estruturada nos tambores além de estar presentes a guitarra e o trompete, grande parte do repertório é composta de cantigas de domínio público, representadas em várias linguagens musicais fundamentadas no samba dos encantados, samba de roda, samba de velho, samba de senzala, samba de parelha, samba duro, samba caipira e também composições próprias.

30/11 – SHOW DERIVA, DE LUIZA BRINA

Dia 30 de novembro, segunda, às 19h30 horas, a cantora, compositora, instrumentista, arranjadora e produtora Luiza Brina apresenta o show “Deriva”, seu mais recente trabalho. Serão dez canções solo ou em parcerias diversas, costuradas pela temática: um olhar para o que virá depois da pandemia. Sozinha em cena, Luiza expressa a solidão do isolamento social, e também o mergulho íntimo musical a que se propôs durante a quarentena, no palco. Munida de violão - instrumento-chave de sua canção - guitarras, pedais e samples, ela amplifica a sonoridade do trabalho, explorando a versatilidade musical que carrega em sua trajetória. O show integra o projeto “Contemporâneo”, do Memorial Vale.

É atual vocalista, compositora e guitarrista do Graveola, um dos grupos de maior expressão na cena pop contemporânea brasileira, com quem realizou turnês pela América Latina e Europa, passando por importantes palcos como o do "Roskilde Festival" (Dinamarca), "Festival Músicas do Mundo de Sines" (Portugal), "FIFBA" (Argentina), Circo Voador (Rio de Janeiro), Auditório do Ibirapuera (São Paulo). Violonista, é companheira artística importante no trabalho do cantor e compositor Castello Branco, tendo gravado os violões de nylon em seu último disco "Sermão" e se apresentado com ele em festivais como o "MECA Inhotim" , o "Festival Ilumina" (Chapada dos Veadeiros) e o Festival do Sesc Pompéia (SP). Com sua guitarra e seu violão, acompanha a caçula do maestro Tom Jobim, a cantora e compositora Maria Luiza Jobim, tendo participado do programa Cultura Livre, da jornalista Roberta Martinelli.

Foto: Adriana_Morales

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